Archive for Maio 2012

Do meu caracter

27 de maio de 2012

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Untitled

Para aí três vezes por dia dá-me vontade de rumar em direcção a uma vida com mais sentido, ainda que o conceito de “sentido” nem sempre seja fácil de definir. Sinto falta do contemplar, do quieto da observação e dos acordes que, cá por dentro, esse exercício fazia dedilhar. Sinto falta de reconhecer a beleza nas pessoas, de as olhar sem preconceitos nem juízos de valor grosso modo rudes e absolutamente desnecessários. Sinto falta do cinzel que sempre tinha à mão na intenção de me moldar, acertar, num carácter mais justo e sereno. Mais nobre. Sinto falta do silêncio.
Não sei se nenhuma substância se espreme de tudo quanto é absurdo na rotina - ultimamente não lhe tenho procurado o tutano - só sei que a rispidez dos nossos rostos, os nossos olhos alerta, os nossos sorrisos forçados estão nos antípodas das imagens de contida satisfação com que ainda sonho.

The Soft Voices Die

24 de maio de 2012

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Ao fim de tanto tempo continua-me a parecer ontem. E na minha cabeça como talvez, também, no meu coração; o tempo congelou entre o momento em que pestanejando deixo de ter ver e o momento em que, voltando a pestanejar, ainda aqui estás.

Brinda-se aos amores com o vinho da casa

20 de maio de 2012

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Café D'Oro

Algumas coisas teria feito de forma diferente. Mas não tu. Tu foste o salto sem rede no abismo e as asas que ganhei durante a descida.

18 de maio de 2012

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Há cerca de cinco anos este filme fez-me começar um blogue que, de certa forma… não, que mudou a minha vida de todas as formas. Iniciei-o com a premissa de que era hora de despertar, de que era urgente o despertar.
O caminho que a vida me fazia percorrer naquele momento sacudiu-me violentamente do sono que me entorpecia obrigando-me a enfrentar o deserto que sobra ao cessar da existência. Ao mesmo tempo ofereceu-me a vida na sua expressão mais doce e crua. Ofereceu-me caminho novo para andar e respostas acertadas às perguntas que por fim começava a fazer.
Ofereceu-me um caminho com pedras pontiagudas que magoaram os pés e espinhos afiados que rasgaram a carne mas, apesar de tudo, imensamente doce. E merecedor da mais acérrima luta.
Cinco anos depois há outros aspectos da vida sobre os quais é preciso manter a vigília. Perante os quais não me posso permitir vacilar. Se existe arte e vontade pois então que a arte seja mais do que mero desejo. Que seja expressão. E reflexão. E que com esta premissa também o que em mim é o almejado prumo não se desvaneça no horizonte sem que consiga alcança-lo.