Archive for Setembro 2012

A entrar em velocidade de cruzeiro

30 de setembro de 2012

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Coimbra 1 Coimbra 2

Segundo dia de férias ainda em “modo de trabalho”. O corpo ainda tenso, ainda prisioneiro das horas, das obrigações, ainda em alerta. Um Domingo tingido pela falta de chá e discernimento dos vizinhos de baixo – para a semana retribuo com Mata-Ratos às sete da manhã – e apenas aliviado pelo facto de o meu pai continuar a dizer matabicho em vez de pequeno-almoço e de, segundo as enfermeiras, ser um bocadinho preguiçoso e só estar bem a dormir a sesta. Que é, basicamente, o que me a mim me apetece fazer nos próximos dias.

Porcelana

28 de setembro de 2012

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Coisas que ficavam muito bem cá em casa.

Antes que eles acabem com tudo

27 de setembro de 2012

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Regras da sensatez

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Hoje, a propósito de um comentário do género: “dizer boa-noite aos clientes pode parecer que estamos a tentar despachá-los” e que, naturalmente, motivou uma sessão de resmungos em loop da minha parte – com referências a “só se for nos antípodas da boa educação” e outras coisas menos agradáveis de se ouvirem e proferidas entredentes  – ocorreu-me que há uma série de expressões que passei a infância a ouvir e que, com o passar do tempo, à medida que ia desaparecendo quem as dizia, se extinguiram do meu vocabulário.

A minha mãe chamava “vocemecê” à minha avó. Os velhos diziam que estavam “rijos como o sol de inverno” e “até amanhã se Deus quiser” e “bem-haja” e “cachopa” e “abalar”. E mais coisas, tantas coisas de que tenho saudades. Que soavam tão bem e faziam tanto sentido e que eram tão doces como bem-educadas.

O mundo em que vivo vivemos hoje não anda: tropeça nele mesmo; e é feito de tantas incongruências que, mais vezes do que não, dou por mim aparvalhada a tentar perceber o que me atingiu com tanta violência e contradição. Tentamos tanto aprimorar formas de relação que nos transformamos na versão estilizada daquilo que deve ser um ser humano. Tão estilizado e aperfeiçoado [padronizado] que um simples “boa-noite” adquire uma dimensão maquiavélica e deixa de ser uma regra básica da boa educação.

Somos o que somos

26 de setembro de 2012

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Do que nos devia deixar orgulhosos

25 de setembro de 2012

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O País mais do que o prémio.

You're my sweetheart

24 de setembro de 2012

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Ossos do ofício

23 de setembro de 2012

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Apesar de a semana que vem ter para me oferecer mais de quatro mil recibos de venda para verificar e quiçá corrigir – obrigada Câmara Municipal, muito obrigada! – sinto-me entrar de mansinho no espírito de férias.



The Beatles - Norwegian Wood

Lamber o dedo e virar a página

22 de setembro de 2012

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Quase a terminar uma campanha escolar a raiar o esmagador, ao fim de muitos meses de trabalho com períodos de descanso fracturados e pouco reparadores, no limite da tolerância - a que este verão quente de pernas partidas, new found nódulos e política ao rubro em muito contribuiu para que a corda esticasse - encontro-me a uma semana das senhoriais férias e a perspectiva de estar quase vinte dias afastada deste ram-ram viciado, pantanoso e pejado de repteis é como ver um oásis na linha do horizonte e saber que não se trata de uma miragem. 


T-Minus 0

18 de setembro de 2012

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E depois, mais nada.


Carlos do Carmo - No teu poema

T-minus 1

17 de setembro de 2012

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Fragmentos. Pedaços de imagens. Ecos longínquos de sons em surdina. Indecifráveis. A memória ainda em negação incapaz de contar a história do principio ao fim. A não ser capaz de virar a página no momento em que o teu corpo se revela acrescentado de tubos. Os meus passos a repetirem-se ao longo de corredores escuros a cheirarem a desinfectante. O meu corpo a acordar no espanto desconfortável de um sofá de sala de espera. Lá fora o movimento ininterrupto das ambulâncias. Outras dores. Ainda estou longe da minha mas já a pressinto. E porque a pressinto, congelo o momento em que me estilhaço e fico para sempre prisioneira dele.

A Troika não manda aqui!

15 de setembro de 2012

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15092012 15092012

Agora venham dizer-me que estamos adormecidos, que não nos mexemos para nada e que aceitamos tudo.

Pá tiróide que pariu isto tudo!

14 de setembro de 2012

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Ao menos não nos falta nada, nem médicos que dizem “nódulo” como se tivessem feito linha no bingo. E porque não é nada, quase nada, não há-de ser nada – coisa pequena – que da próxima, pelo menos, nos saia o euromilhões que isto já anda a precisar de férias. 

Resistir

12 de setembro de 2012

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O que, às vezes, me apetece fazer depois do trabalho. Só para sacudir a impressão das atitudes fascistas que, um pouco amiúde, se vão vendo por aí e nos vão sendo infligidas. 

T-Minus 6

11 de setembro de 2012

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Só por hoje não ficaria a ver-te ao longe, inibindo o movimento natural do corpo em tua direcção. Só por hoje calaria a irritante racionalidade e não daria ouvidos ao cuidado de não te deixar perturbada com a intenção de quereres que te levasse para casa. Só por hoje galgaria os passos que nos separavam – tão poucos - e apoiaria o teu braço na subida para a ambulância e olharia fundo, fundo, tão fundo nos teus olhos; não porque hoje sei que seria a última vez que te teria a olhar para mim mas porque por acção de alguma capacidade mágica até então desconhecida eu seria capaz de comunicar com o que de ti ainda existia em ti e tu, porque eu te chamava, porque eu te chamava!, jamais partirias. 



Sting - Why Should I Cry For You

B-day

8 de setembro de 2012

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Foi um dia de celebração um pouco atípico, com visita inadiável ao pai convalescente e horas de conversa na esplanada de um bar com amigos que tinha para te apresentar há muito tempo mas a vida, a nossa vida - e a de toda a gente - é feita de imprevistos e de planos de ajustamento. Não houve jantar romântico - apenas umas sandes comidas meio à pressa antes do comboio de regresso - mas estavas tu e onde tu estás não falta mais nada. 

Cinco anos e muitas vidas depois, hoje mais do que ontem, melhor do que ontem, falta 1/4 para o meio dia. 


Texas - When we are together

Ram Ram Hare Krishna Hare Hare

7 de setembro de 2012

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Depois os dias transformam-se em inúmeras tarefas a cumprir, em prazos cada vez mais apertados e pessoas completamente tresloucadas que acham que por reclamarem têm o mundo a seus pés. 

Desligar.