Archive for Janeiro 2013

Bumblefuck, USA

29 de janeiro de 2013

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Há viagens que fazemos e que, para além de nos transportarem fisicamente do ponto a para o ponto b transformam – por opção ou surpresa – a paisagem interior do viajante. Nunca se regressa igual ao ponto de origem. A diferença entre os extremos não se calcula apenas na distância percorrida mas naquilo que, por fim, dista entre o que éramos à partida e o que somos à chegada. E à chegada, aquilo que transportamos, tudo o que nos foi acrescentado e tudo o que permitimos que – dentro de nós -  fosse mudado de sitio, já não cabe nos limites das nossas circunstâncias. Nem na memória que tínhamos de nós e do espaço que ocupávamos.  

Um filme que vale a pena ver.

Mais informação aqui.

Mais linda!

21 de janeiro de 2013

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Depois da tempestade vem a bonança e a ela, que em plena tormenta se aventurou pela varanda para ver se escoavam as águas, chegou a constipação. De cama e fanhosa se encontra a minha mulher. Mas bela como sempre.

Camaradas

20 de janeiro de 2013

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A ler “Levantado do Chão” de Saramago depois de ter lido “A Mãe” de Gorki. O passo lógico a seguir é filiar-me no Partido Comunista.

Almodovar

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Isto promete. 

Cloud Atlas

13 de janeiro de 2013

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Fomos ver Cloud Atlas e ainda estou a… desconstruir. Vai levar alguns dias a assimilar. O que é bom.

Mas depois de ver Cloud Atlas isto tornou-se, efectivamente, o passo óbvio a dar. Estamos todos ligados e somos todos responsáveis. Compete-nos mudar a realidade. Compete-nos lutar, no matter what. Compete-nos acreditar.

Já faltou mais

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Dona Carla

7 de janeiro de 2013

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dona carla 

Que pena não ser Alentejano…
 

Inspirar | Expirar

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Birdy - I’ll never forget you


Cansada. Tão cansada. Um cansaço que afoga.
Mais do que cansada, desumanizada. Como se o milhar de pessoas que me passaram pelas mãos em Dezembro tivessem levado com elas pedaços de mim.

De boca aberta

5 de janeiro de 2013

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Brigitte Bardot pondera pedir a nacionalidade Russa porque Vladimir Putin é sensível aos direitos dos animais? Sou a favor dos direitos dos animais, acho que as pessoas deviam ser punidas pelo abandono e pelos maus tratos, acho que a sociedade devia cuidar mais dos animas mas, pelo amor da Santa… e os direitos humanos? Vladimir Putin é também sensível aos direitos humanos? A grande democracia Russa, como lhe chama Gerard Depardieu, é sensível aos direitos humanos? Cumpre a carta dos Direitos Humanos? É sensível em relação ao seu próprio povo? Esta gente bateu com a cabeça em algum lado? Não terão consciência do seu próprio ridículo?

Desafios blogueiros

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Do um quarto para duas, vem o repto para se responder à pergunta "Qual o livro que indicaria para alguém começar a ler?" e, claro, aceita-se.

E é complicado responder… sobretudo quando o que é bom para nós pode não o ser para outros e quando a leitura é uma experiência pessoal e muitas vezes intransmissível. Mas tentemos.

In the line of duty costumo aconselhar muito o Gerónimo Stilton às crianças que nem por isso têm hábitos de leitura. São livros com ilustrações divertidas, histórias engraçadas, onde o próprio texto acaba por ser uma brincadeira uma vez que as palavras são escritas com tamanhos diferentes, com cores diferentes e com diferentes tipos de letras. Uma paródia pegada. Daí as crianças transitam normalmente para “Os Cinco”, para “As Gémeas”… para o “O Diário de um Banana”… and so on. O importante é ler, ganhar hábitos de leitura. A procura por livros com mais "qualidade" e mais exigentes acaba por acontecer naturalmente quando a criança é incentivada a ler.

Pessoalmente, um livro que aconselharia um adulto a ler seria “O Leitor” de Bernhard Schlink. É um livro pequeno, por isso não custa muito a ler nem demora muito a ler – isto para os que se assustam com o tamanho dos livros – e é um livro que, apesar de pequeno, consegue ser grande na mensagem que passa. Foi uma história que me deu um murro no estômago e que, por isso, permanece em mim com todo o seu esplendor e surpresa. É um livro que nos traz uma nova luz sobre os acontecimentos do Holocausto e sobre quem esteve envolvido nele de forma indirecta (se é que há formas indirectas de envolvimento). É um livro que reflecte sobre o conceito da culpa, neste caso colectiva, sentida ou imposta, da geração alemã do pós-guerra e sobre a forma como ela condenou ou absolveu os predecessores. E é um livro sobre uma mulher e a ironia das suas circunstancias. E sobre leitores e leituras. E aqui pisco o olho.

E sim, existe o filme mas, como quase sempre, ficou muito – mas mesmo muito – aquém do livro.

Passa-se o desafio a quem o quiser e/ou lhe apetecer apanhar. 

2013

4 de janeiro de 2013

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Agora que Janeiro se instala e o trabalho acalma um pouco é tempo de reordenar as entranhas e os livros nas estantes. É tempo de descansar. De tentar, na medida do possível, contemplar a vida e reconstruir por dentro bases fortes de sustentação. 

Valentine

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Forced walk on memory lane

1 de janeiro de 2013

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Ter passado o primeiro dia do ano com a minha tia apenas tornou mais evidente o quão extraordinária era a minha mãe e as saudades que tenho dela como minha melhor amiga.



 
Heroes – Peter Gabriel