Archive for Março 2013

We don't eat

13 de março de 2013

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Barcelona Road Trip

12 de março de 2013

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A pedido de muitas famílias [Isabel my love] aqui se reúnem algumas imagens da nossa road trip por Barcelona, thanks to Sofia, intrépida e feroz (as well as safe e [resmungona]) condutora. Falta a locução original que inclui a Isabel a falar para a máquina - "praça da catalunha, aqui é a praça da catalunha" - e eu a resmungar no banco de trás quando ela, esquecendo-se que estava a filmar, colocava a máquina na vertical para "apanhar" os monumentos mais altos. Sem comentários. Para mim foi uma oportunidade de experimentar a máquina nova com os programas actualizados e, claro, ainda que tremido e tal e inclinado e verticalizado "para apanhar tudo" estas imagens são também para memória futura.

Para ver com melhor qualidade carregar em vimeo. 

Some things we do for others [2]

4 de março de 2013

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It's allright

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Quase tão bem como eu a dormir...

Keep calm

3 de março de 2013

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Depois de ter visto no facebook “keep calm que eu sou de...” todo o lado, apareceu ontem o meu Keep Calm que eu sou da Fontelonga. A Fontelonga é, básicamente a aldeia mais bela do mundo, perdida ali entre os limites da Beira-Alta e o Alto-Douro. E mesmo que fosse feia – que não é, é a aldeia mais bela do mundo – foi onde nasceram a minha avó e a minha mãe e onde considero que nasci eu, (não nasci, nasci na sede do concelho a 6km de distância mas acharam por muito bem registar-me como vinda ao mundo naquelas encostas).

A piada do keep calm que eu sou da Fontelonga levou-me ao contacto e à conversa virtual com um senhor que, ainda que sendo mais novo do que a minha mãe, a conheceu e esteve inclusive no seu casamento. Nesse casamento sem noivo – como tantos nessa altura -  porque o  meu pai estava em África. Desse dia apenas há uma fotografia meio desfocada tirada ao fundo da rua onde moravam os meus avós e o vestido de noiva dela. E as memórias dela. Como, teimosamente, ter casado de vestido de noiva quando toda a gente não estava à espera que o fizesse porque achavam que não havia necessidade dada a ausência do noivo.

Existem as memórias de uma viagem para Lisboa onde apanhou o avião para Angola. Na altura, porque era muito pequena quando ela contava estas histórias, não tinha consciência desse passo tão grande e tão corajoso dado pela minha mãe; pela rapariga de 23 anos que nunca havia saído da aldeia e que, de um dia para o outro, aceitando casar com um homem que praticamente não conhecia mas que lhe escreveu, ao que parece, cartas convincentes se mete sozinha num avião rumo a um continente desconhecido, rumo a uma terra tão diferente daquela que conhecia mas que logo se lhe entranhou no coração como a raiz do velho Negrilho do adro da igreja.

Para mim a minha mãe sempre foi um ser excepcional, um ser de força e de luz, mas ao crescer e ao tomar consciência daquelas que devem ter sido as suas fragilidades reconheço, descubro, a mulher para lá do seu papel de minha mãe. O que a torna ainda mais excepcional. Única.

E eu que, mais do que jeito para contar histórias sempre fui esfomeada por as ouvir tive hoje um pequeno momento feliz . Não somos só nós que nos lembramos da nossa mãe. Os mais próximos. Como eu gosto de imaginar ela ainda anda por lá, povo acima povo abaixo, soltando o riso ao vento pelas encostas da aldeia. E de vez em quando manda noticias a dizer que está bem.