Archive for Abril 2013

Woodkid

30 de abril de 2013

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Do retorno

26 de abril de 2013

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Era das histórias que se contavam lá por casa quando era miúda. Do dia em que, ouvindo na rádio, se ficou a saber em Angola que havia revolução na Metrópole. Eu ainda não existia. Haveria de me concretizar meses depois e quase nascer lá, não tivesse a minha mãe, no termino da gravidez, sido resgatada pela ponte aérea.

Não me imagino a viver num País onde não tivesse acontecido a nossa revolução, muito menos num País com uma guerra interminável mas - ainda que cada vez menos - de vez em quando ainda me pergunto como teria sido a nossa vida se as coisas, com revolução e armistício, tivessem sido diferentes. 

Before midnight

25 de abril de 2013

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Provavelmente a melhor triologia ever. Mal posso esperar para ver.

Love is All You Need?

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É um bocadinho pesado lá para o final mas, como exercicio, está muito bom e passa muito bem a mensagem. 

Vive la France!

23 de abril de 2013

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15º País a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E também a adopção. Bons motivos para celebrar e para nos orgulharmos. 
 

Sobre os blogs

22 de abril de 2013

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... e a propósito deste post


Quando me questionei pela primeira vez sobre se não andaria a investir o meu tempo na equipa errada descobri que os sinais tinham sido absolutamente óbvios mas que, por falta de referências, me tinham passado ao lado.

Na altura pairava sobre as relações – ou sobre o que com elas se asselhava  – como espectadora de mim própria, dando-me conta de que representava um papel mais do que o vivia e que, ainda que não por culpa deles, o meu desinteresse súbito e inexplicável na pessoa,  assim que se cumpriam os jogos de sedução,  era o meu padrão de comportamento.

Reconhecendo esse padrão  assumia a existência de um problema e reconhecia que havia algo em mim que nem por isso funcionava muito bem. Reafirmo que a culpa não era deles. Não era. Na verdade não era culpa de ninguém. Se tanto, apenas da minha imensa distracção.

Ao ter começado a prestar atenção descobri um mundo novo, pleno de possibilidades; absolutamente desconhecido e de certa forma assustador. Ali estava eu com outra consciência de mim, a iniciar o processo de reescrever parte da minha identidade e absolutamente ignorante.

Os blogs, na sua época áurea – antes que o facebook tivesse “silenciado” tantas vozes - foram determinantes na construção dessa nova identidade.  Li muito. Aprendi muito. Descobri que a minha imensa distracção não era só minha mas de mais gente e que a coragem não chega de ânimo leve e dói.

Não considero que me tenha descoberto tarde demais. Descobri-me na altura certa. Olhando para trás nada nem ninguém foi tempo perdido. Tudo foi parte de um processo de aprendizagem que me enriqueceu e permitiu que, sem violência, serenada, pudesse aceitar a minha verdadeira natureza e pudesse olhar para ela como um previlégio.

Tudo isto teria sido um pouco mais complicado se não tivesse existido a experiência dos outr@s para comparar a minha e para compreender a minha. Se na experiência dos outr@s não tivesse encontrado as referências que ao longo da vida me faltaram e se na experiência dos outr@ não tivesse encontrado motivos para me orgulhar da minha. E de mim. 

Um pouco por conta dessa boa experiência e muito por cansaço da informação pronta a comer - de que só se digere 1/3 - do facebook regressei aos blogs. Aqui há mais tempo. Há mais sentido, mais conteúdo. E mais o sentido de comunidade. É quase como regressar a casa. E se, de alguma forma, a minha experiência, aliada à vossa experiência, puder ajudar outros no caminho da descoberta e da compreensão, então está servido o propósito da reciprocidade. 

A curva no caminho

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A minha curva no caminho que, tal como a C. S. Lewis, encerra o meu ideal de felicidade. Essa ilusão tão enraizada na infância -  e tão presente na idade adulta - de que não existe mais chão que valha a pena pisar do que aquele. E tu. Sempre tu. Sempre tu ao cimo do povo esperando para te fazeres vida dentro de mim. E eu. Eu que num rasgo de luz te resgato e não te devolvo.

Mas apenas ficas comigo durante o instante em que as nossas mãos se tocam. Levemente. Quando dou conta já não estás. Já não sou. 

Denial

21 de abril de 2013

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Pudessem os Domingos ser como já foram, feitos de horas de lânguida preguiça, de corpos estirados no sofá, com três filmes na televisão para ver e junk food a acompanhar. Tenho de me levantar para trabalhar daqui a algumas horas e não me apetece ir já para a cama...

The world will just carry on

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Ou quando apetece estar no Parlamento para dizer muito bem, muito bem...



Get Ready

20 de abril de 2013

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In your arms i feel sunshine

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Melhor do que dias de folga com sol e calor só mesmo passar quality time contigo.

Pocket Symphonies

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Right to Love

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Vimos este documentário no Ciclo de Cinema LGBT organizado pela ILGA no Porto e agora que está disponível no youtube recomendamo-lo. O mundo vai mudando no que aos nossos direitos diz respeito mas na Europa, em particular, há muito ainda a ser feito e é importante que saibamos o quê e onde para tomarmos parte e partido. É também bom sabermos que não estamos sozinhos e que as questões que nos acossam não são apenas nossas para suportar.

New Zeland

17 de abril de 2013

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Hoje, enquanto ela terminava de preparar o jantar, fui ao computador espreitar o Público e o Facebook. Neste último leio que a Nova Zelândia aprovou a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e comento o facto animada. Ela diz-me que já pôs “gosto” na notícia e eu “informo” que vou partilhar. Out of the blue, misturando a salada, sai-lhe isto:

- Claro que sim! Ou não fosses tu o “Borda D’Agua” das lésbicas. 


... o que uma mulher atura...

Das coisas irritantemente viciantes

10 de abril de 2013

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Lamento informar a Madonna de que foi destronada do cargo de elevadora oficial do mood na viagem de metro entre casa e o trabalho.

Queer as Folk U.S.A

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A ver, mais do que a rever, as cinco temporadas e a achar absolutamente adorável. Pelo menos so far. Nos últimos dias temos dado algumas das melhores gargalhadas dos últimos tempos. Gotta love Emmett.

Imagine it was us

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Tsintty. . . ficção made in Oporto

8 de abril de 2013

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Realização e Argumento - Rui Pedro Sousa
Com Joana Ji Antunes, Nuno Stanley, Maria Luís, Ricardo Ribeiro, Daniel Pinheiro, Inês Cardoso

Sinopse - "Tsintty" conta a história do desmoronar do relacionamento de um casal através dos olhares de três casais diferentes. A parte abandona passa então por fases obscuras até encontrar finalmente o antídoto que os impele a seguir na vida enfrentando todos os seus problemas. Uma das mensagens do filme é a de que o amor é sempre o mesmo independentemente da relação em que as pessoas estão inseridas.

Música para acompanhar lanches nocturnos...

7 de abril de 2013

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... e beijos atrás da porta do frigorífico...

Quem fala assim não é gago

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Maldita Vodafone aka coisas em que só apetece dançar

5 de abril de 2013

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Logo eu que não sei dançar...

Odeio o Blogger

4 de abril de 2013

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Ok, até que isto comece a funcionar como deve ser o blog vai estar com esta cara. Começou com a barra lateral que decidiu mudar de sitio e agora já nada funciona como deve ser. Foi por estas e por outras que já mudei uma vez para o wordpress....

Update: Bom... aparentemente consegui recuperar parte da configuração que tinha... pelo menos a barra lateral já está onde é suposto... voltamos à cara do costume. Me gusta mais.

Update: Mas, claro, perdi novamente a data dos posts... mas isso fica para amanhã...

Dear straight people

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Muito bom. Muito bom mesmo. Não é para todos os straight, felizmente tenho a sorte de ter como amigos, colegas de trabalho e família pessoas que provam que há esperança e que por cada homofóbico existem 10 seres humanos decentes. Mas são um poema e uma interpretação poderosas.

Imagens com alma de mulher

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O prémio Estação Imagem|Mora é, à nossa dimensão, uma espécie de World Press Photo e um evento que sigo com especial atenção sobretudo porque não me provoca tanta urticária como o Novos Talentos Fnac... let’s not go there...

Fotógrafos como Paulo Pimenta – do Público – que já venceu este prémio e cujo trabalho se conta entre os meus preferidos, são o exemplo de que o fotógrafo pode e deve ser voz de quem não a tem e de que a imagem, mais do que ser bela e tecnicamente perfeita, deve interpelar.

Coisas a ver

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É isso aí, Uruguai

2 de abril de 2013

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Claro que há muita coisa no mundo que não está bem e muita coisa ainda porque é preciso lutar e que é preciso não deixar cair no esquecimento; mas, poder  assistir, no meu tempo de vida, a estas intenções de mudança e de reparação de injustiças é assistir à História a ser alterada. Para melhor. 

The sound of the sea or the sound of your heart

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Private springs

1 de abril de 2013

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Para mim és o sol. Não importa que tempestades me acossem, para mim, és o sol. És o calor que me faz desabrochar; que, envolvendo-me o corpo, se faz casa e me completa. És a Primavera em pleno Inverno, a surpresa nunca cessada de achar, o aconchego, a mais fina flor do desejo. Para mim és o sol. A fonte da vida, o motor da vontade, o centro do mundo.

E não importa que digas que estás a ficar velha, como se se pudesse ser velha aos 41 anos, para mim serás sempre o astro que sustenta as minhas melhores intenções, o horizonte onde projecto todos os meus sonhos e onde, sem medo, me concretizo.

E quando fores realmente velhinha, resmungona e teimosa, continuarás a ser o sol. Haverá sempre luz nos meus olhos por encontrarem os teus.

Parabéns, meu amor.