Archive for Junho 2013

Manual para psicopatas

30 de junho de 2013

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O que responder a uma pessoa que nos pergunta se temos o “Como Fazer Amigos e Silenciar Pessoas?” 

Coisas que nos deviam dizer

28 de junho de 2013

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Conselhos úteis para a vida #1


- Não bebam granizado de vinho do Porto como se estivessem a comer gelado porque vão para casa a cantar o fado.

Show your pride

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Estatísticas

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Estamos sentadas no sofá a ver televisão, completamente moles e a padecer de calor - das janelas abertas nem uma brisa - quando, do nada, bufando, diz ela:

- Não entendo como é que podem dizer que as pessoas fazem mais sexo no verão!

O inesperado da afirmação faz-me rir mas depois, quando se levanta, reparo outra vez em como o vestido de trazer por casa lhe assenta tão bem e em como deixa à mostra as pernas que tanto gosto de catrapiscar e penso cá para comigo:

- Fazem pela fresquinha, meu amor. Fazem pela fresquinha... 

Afinidades

26 de junho de 2013

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Não tenho o livro da minha vida, o autor da minha vida, o filme ou realizador da minha vida. Tenho uma pequena lista de simpatias e afinidades. Não existiu obra ou artista que tivessem remexido e alterado as minhas entranhas mas existiram companheiros de viagem que deixaram em mim a marca indelével de uma sensação. Lembro-me da experiência de leitura de determinada obra pela sensação que me deixou mais do que pela epifania de um paragrafo.

“Germinal” de Zola, “O Amante” de Margueritte Duras, “O Estrangeiro” de Camus, “Ilhas na Corrente” de Hemmingway, “O Leitor” de Bernhard Schlink, “Desgraça” de J. M. Coetzee, “O Livro das Ilusões” de Paul Auster, “Viúva por um ano” de John Irving, “Cartas a Sandra” de Vergílio Ferreira são algumas das afinidades que deixaram depósito em mim. Que deixaram a memória de uma sensação e que, tal como a memória olfactiva, vão resgatando momentos da minha vida: os que são motivo de regozijo e aqueles que não preferindo esquecer trazem nas entrelinhas o saber acre da dor.  

Hoje, numa daquelas feiras de edições e/ou editoras mortas num centro comercial da baixa, comprei por cinco euros o livro “Teresa e Isabel” de Violette Leduc e ao ler os primeiros capítulos enquanto esperávamos pela hora do lanche como pretexto para escapar ao calor da rua, senti que, muito possivelmente, estaria perante outra feliz afinidade.

Escrito em 1948 e proposto para edição em 1954 “Teresa e Isabel” foi sucessivamente censurado pelas editoras em nome de uma moral castradora que achava escandalosa a liberdade com que a autora escrevia sobre o amor e a sexualidade entre mulheres. E considerando a época é efectivamente surpreendente a ousadia e, sobretudo, a coragem de escrever de forma tão despida sobre o amor e a forma como se expressa. Claro que aos censores escapou toda a doçura e poesia das palavras. Parágrafos inteiros de beleza que demoraram mais de dez anos a chegar a quem pode, por fim, compreende-la.

Ela agarrou no meu livro, na minha lanterna, deitou-me quase nas suas pernas. Depois levantou-me guardando-me nos seus braços. Ela tinha tido um lançar de movimentos ousados comparados ao lançar de um arco-iris intrépido. Os seus lábios abriram os meus sem os forçar, entraram, demoraram-se como aventureiros tímidos sobre os meus dentes que eu fechava. Durante esse instante de imobilidade, que nos era pessoal, a terra parou de girar, os homens cessaram de nascer, de viver, de morrer. O tempo, o espaço, os objectos, a consciência de nós mesmos tinham sido abolidos. Nós não existíamos a não ser nos nossos lábios unidos. Existíamos neles como sonâmbulas que não dormem. Os seus lábios moveram-se, escorregaram sobre os meus dentes, misturaram a minha saliva com a dela, voltaram a vir, voltaram a partir, retomaram no começo de novo beijo. Eles regressavam outra vez, puxavam ainda a sua carne, a sua saliva, a minha. Da sua lentidão, nascia o quadro vivo da lentidão e da doçura. Na minha boca, uma barcaça, e outra, e outra passavam. Os seus lábios e os meus dentes eram rio, barcaça, cavalos de sirgagem, que avançavam. À medida que as idas e vindas se renovavam, se prolongavam, eu descia, nó após nó, numa noite nova. Sob esse vaivém de beijos, sob lábios que se serviam do que lhes resistia eu era um sol que aquecia a noite.”



Parece-me bem

25 de junho de 2013

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Untitled Grafitti na Rua de Santa Catarina.

São João e luas gordas

24 de junho de 2013

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Supermoon

Não fomos ao São João. Não tivemos pernas para a folia. Mas vimos os balões – imensos – a voar pelo céu e a parte de cima do fogo de artificio. O vizinho veio oferecer sardinhas e caldo verde e com uma bejeca fresca ficou feita a festa. Para o ano vamos para o bailarico. Está prometido. 

A lua apanhámo-la escondida atrás do retransmissor do Monte da Virgem. 

Buracos e pó

20 de junho de 2013

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A televisão tem-se aguentado, a nossa casa é que parece ter sido transportada para a Faixa de Gaza. 

Electrodomésticos assombrados

18 de junho de 2013

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Mal entrei de férias, no início do mês, avariou o esquentador. Mas daquelas avarias que não são de morte súbita mas de só funcionar quando lhe dava na real gana, ou seja, sempre que púnhamos o pé no duche para tomar banho.

Hoje acordámos ao som do martelo pneumático. Vão fazer um reshape à casa e deitar abaixo umas coisas para arranjarem outras. Ora bem, a televisão não gostou do barulho matinal e pouco demorou a demonstrar o seu desagrado ligando-se sózinha. E não há nada mais irritante do que uma televisão que se vai ligando e desligando quando muito bem lhe apetece.

Vamos ver como se porta nos próximos dias senão lá temos de regressar à assistência técnica... ou ir à bruxa...

Crafts 2

9 de junho de 2013

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À segunda tentativa continuou a faltar alguma coisa – esqueci-me de inverter as imagens – mas o resultado com impressão a laser é um bilião de vezes melhor. Agora apetece-me limar o trabalho de ontem e fazê-lo de novo.


E claro que vamos dar companhia à Pin-Up. Jamais haverá uma Pin-Up alone em nossa casa. 

Crafts

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Coisas que devia ter feito:
- limar a madeira;
- usar impressão a laser


Tirando isso, para primeira experiência, até que nem ficou mal. 

Arts and Crafts

8 de junho de 2013

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Há muito tempo que queria experimentar esta técnica de transferência de fotografia para madeira e hoje, que me lembrei de comprar o produto necessário, cá andei a decorar as caixas e caixinhas que a Isabel tem e onde guarda a sua – cada vez maior – coleção de Tarot’s.


Amanhã, porque as obras de arte têm de ficar uma noite inteira a secar, vamos ver que tal ficam. Se forem aprovadas já temos prendas para dar no Natal. 

I had a feeling that I could be someone

7 de junho de 2013

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Não tem o kick de Tracy Chapman – vénias e saudades muchas – mas sabe bem ouvir. 

Get Lucky

6 de junho de 2013

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Diz ela que esta versão é melhor do que a original. Eu gosto das duas...  

Flores Raras

5 de junho de 2013

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Tem muito, muito, muito boa pinta. Não só pelo que interessa da história – a relação entre as duas – mas por tudo. E quando um filme soa a “tudo” então é porque deve valer a pena.

Esperemos que venha para os nossos cinemas senão o pirata em nós terá de penar.  

O lobby gay do espaço *

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para o Marinho Pinto se espumar de raiva. 

Tiananmen

4 de junho de 2013

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Passaram 24 anos mas lembro-me como se tivesse sido ontem. Não podíamos acreditar no que estava a acontecer lá da mesma forma que, hoje, continuamos a não acreditar no que vai acontecendo por aí. Nada se aprende.

Da verdade absoluta

2 de junho de 2013

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Fiz 38 anos e quanto mais o tempo passa mais eu sinto que me falta aprender qualquer coisa de absolutamente essencial.