Do que nos ajuda a respirar

31 de agosto de 2012

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Anoushka Shankar & Karsh kale & Sting - Sea Dreamer

Passear contigo, amar e ser feliz

28 de agosto de 2012

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casa da música

casinha boutique café

casinha boutique

Livraria Leitura


Patrick Wolf - Together (só para não ser Broa de Mel)


Três dias de folga que souberam por uma semana. Das obrigações familiares às inesperadas e muito agradáveis descobertas ao dobrar da esquina - não era à procura da Casinha que andávamos - não há duvida que tudo tem mais sabor, mais sentido e mais cor contigo.  Mesmo quando tudo é cinzento.

A espiar Barcelona

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Dos antípodas

27 de agosto de 2012

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lanche


A ideia era ir à farmácia comprar um anti-inflamatório e parar no pão-quente do costume para comer uma gulodice que espairecesse a memória da dor e do susto. No regresso a casa parámos no quiosque para eu carregar o telemóvel e com o troco comprámos a raspadinha habitual. Nunca nos sai nada - apenas dinheiro do bolso para fora - mas hoje calharam-nos 50€ na rifa. E eu, como acho que estas coisas só acontecem aos outros… ainda aqui estou a pensar que, se calhar, sonhei com isto tudo.


raspadinha

Calma

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Depois de um susto grande com as costas dela vamos lá relaxar e comer qualquer coisa doce.

Ída e volta

26 de agosto de 2012

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aveiro

Viagens, visitas ao hospital, transbordos e esperas. Mais cheio quando é contigo.

It's only love

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E lembrei-me disto:



Anoushka Shankar Karsh Kale( feat. Norah Jones ) - Easy

A xamã que voava

25 de agosto de 2012

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Ontem o meu amor parecia uma criança em véspera de visita de estudo. Ansiosa e aborrecida por ainda ter uma noite inteira para dormir antes da aventura começar. Pudessem as horas passar rápido e, ainda assim, despertar fresca que nem uma alface.

Depois de ler e ler e ler e ler e ler e ler livros sobre o assunto fez hoje, finalmente, o primeiro nível de Reiki.

Eu é mais bolos mas - antes que ela me chame de céptica convicta -  confesso que aprecio bastante os princípios da filosofia:

Só por hoje não se preocupe
Só por hoje  não se aborreça
Só por hoje  honre pais e mestres
Só por hoje trabalhe honestamente
Só por hoje  seja gentil com todos os seres

Uma gota disto num copo de água todos os dias e éramos um pouco mais felizes, não?


Talvin Singh & Niladri Kumar - The Bliss

Vicios

24 de agosto de 2012

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Passo horas perdida aqui e nos sites associados e não sei de qual gosto mais e só sei que me roo de inveja... nem sei bem do quê... :)


Do inconcebível

23 de agosto de 2012

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Com esta coisa da RTP a juntar-se a todas as outras como uma espécie de cereja em cima do bolo, eu pergunto-me: mas de que raio de buraco-medieval-obscuro-mal-cheiroso-inculto-estrumeira-estábulo-redil-caverna saíram estas bestas que nos "governam"?

She-King

22 de agosto de 2012

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Dead Can Dance - Return of the She-King


Dead Can Dance - Children of the sun

To choose wisely

20 de agosto de 2012

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Não acabámos o filme com a sensação de "Awwwwww" mas rimo-nos, enternecemo-nos e voltámos a rir. Eu esperava um pouco mais da primeira heroína da Pixar mas não me posso esquecer de que é um filme para crianças e que já é suficiente pela mensagem que passa. 

Karma

19 de agosto de 2012

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E como se não bastasse ter partido a perna esteve quase uma semana com uma crise de soluços. Um conjunto de fazer dó. Um corpo adormecido em soneca pós-almoço constantemente aos saltinhos. O repouso nunca completo. 

Foi uma reacção à anestesia geral mas como deve dizer a lei de Murphy em algum artigo obscuro: nunca pode ser uma coisa de cada vez é sempre tudo ao mesmo tempo. 

Boas contas temos a ajustar com o Karma. A que rebuscado argumentista do universo se deve a construção da cena em que o meu pai parte uma perna no dia em que vai ao Centro de Saúde retirar os pontos de um corte que fez no sobrolho por causa de uma queda ocorrida em casa?  

Triangulação

15 de agosto de 2012

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Untitled Untitled Untitled

E regressar com a impressão da dor.

Dislexias #1

12 de agosto de 2012

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Findo o passeio e cansadas da caminhada regressávamos a casa, observando as ruas em redor. O autocarro parou em frente ao edifício da Alfândega e ela, apontando os carros estacionados, húmidos da maresia que o vento arrastava até à cidade, comentou:

- Repara como os carros estão cheios de marisa.

Ao que, naturalmente, respondi:

- E de vez em quando chovem carminhos.

Levar-te a passear

11 de agosto de 2012

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Untitled O Porto. O Porto. Sempre o Porto. Os pormenores que se insinuam ao canto do olhar, uma renda de prédios recortada no céu, gaivotas… e lampiões tristes e sós.

A bondade de estranhos

10 de agosto de 2012

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E outras palavras acrescentadas ao vocabulário, incluídas no discurso, determinantes ao processo de crescer, de ser adulto ou, numa nota menos poética, mais crua, mais verdadeira, menos pensada e menos artificial; que estranha – para nós e para eles – esta inversão de papéis.

Novas palavras acrescentadas ao sentir. Sem acordo ortográfico, antigas. A bondade de estranhos. Cuidados continuados. Incapacidade. Velhice.

Velhice.

Tantas palavras novas e nenhuma capaz de tornar óbvio ao olhar que a fragilidade está lá e não pretende capitular. 

Here we go again

8 de agosto de 2012

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Untitled

Coimbra é um longo corredor de hospital.

Regresso às Aulas - Episódio 2

5 de agosto de 2012

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A cliente ameaça reclamar porque, ao contrário dos outros anos (gato escaldado de água fria tem medo) não estamos a aceitar a reserva escolar sem o documento que comprova que tem direito aos livros que a Câmara vai oferecer. Numa tentativa de amenizar a fera, a colega que a atende comenta que, de facto, não se entende que haja escolas que estejam a atrasar a entrega das credenciais; ao que a cliente responde:

- Ah, mas as credenciais já estão disponíveis. A mim é que não me apetece ir lá busca-la.

Regresso às Aulas - Episódio 1

3 de agosto de 2012

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Cliente a quem foi pedido que preenchesse com os seus dados pessoais – nome, nº de B.I e NIF – determinado campo de determinado documento que constitui prova em como os livros escolares lhe vão ser oferecidos pela Câmara Municipal:

- Eu estou de férias, menina, não tenho de andar com os documentos atrás.


Hum hum. Right. Quando de férias deixamos de ser cidadãos para passarmos a ser outra coisa qualquer. Como encarregados de educação cuja principal função na vida é fomentar o aparecimento de cabelos brancos na cabeça das Livreiras e Livreiros deste País. 

Boa sorte

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Há impressões que nos ficam. Coisas que se tatuam em nós sem que disso tenhamos acordo ou nisso tenhamos consentido. Como esta música da Vanessa da Mata. Há cinco anos atrás passava repetidamente na rádio e acabou por ser a banda sonora quase perfeita daquele verão que se abria em promessa e, ao mesmo tempo, escondia maquiavélico um volte-face que me tem presa, desde então, em estado de espanto.

Cinco anos depois voltam a incluir-me na equipa do “Regresso às Aulas” e para além da natural resistência de quem constata que apesar da experiência adquirida ao longo de seis anos a tendência é para fazer pior e da pior maneira possível tenho a resistência muito pessoal de regressar a um “local” onde a contagem decrescente que, naturalmente, faço todos os anos ganha contornos mais precisos. Foi ali que ela se iniciou. E ainda que negando até ao fim a possibilidade do que haveria de acontecer foi ali que primeiro tive esse pressentimento.

Não admira portanto que raios e coriscos estejam previstos nos próximos tempos. Mas esses mais por causa do modus “idiotus” operandis da campanha do que propriamente pelas reminiscências deste período. Com essas lido quase todos os dias e já se tornaram uma segunda pele. O resto já é outra história e o pior é que a Vanessa da Mata nem por isso passa na rádio. 

Amanhã já cá estás

29 de julho de 2012

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Gino Paoli - Senza Fine

Coisas que vale a pena ver, rever e guardar

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Na vida as coisas não são nem só pretas nem só brancas. Grosso modo são cinzentas. E uma absoluta confusão.
Kyss Mig é isso. É um filme sobre as inesperadas confusões que a vida nos apresenta,  sobre a forma como nos posicionamos perante elas e as resolvemos e de como as nossas decisões – ou a sua ausência -  afectam, com maior ou menor dano, todos à nossa volta.
É um filme muito honesto e sem papas na língua. É uma história de amor “real” com que nos podemos identificar, que não é absolutamente cor-de-rosa, que provoca mágoa e tem as suas perdas mas também os seus ganhos.
O facto de ser um filme gay ganha importância sobretudo porque, de todos os filmes de temática lésbica que vi até hoje é o que se destaca na forma como a “questão” é tratada. Não com o cunho da comédia associado, ou da tragédia, ou do falso moralismo mas com absoluta normalidade. É um filme Sueco e creio estar tudo dito.
Para além disso tudo, a fotografia do filme é uma personagem por direito próprio. Tão capaz, tão bem conseguida, num registo emocional tão perfeito que elimina em algumas cenas – e a realizadora sabia disso – a necessidade de diálogos. Alie-se a uma boa fotografia uma excelente interpretação e temos um filme a raiar a perfeição.

Of love and shadows

28 de julho de 2012

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Na véspera de te ires embora começa a formar-se sobre a minha cabeça uma leve nuvem negra. À medida que os dias avançam a nuvem começa a tomar contornos capazes de preocupar a Protecção Civil e de a levar a decretar estado vermelho em todos os distritos de Portugal continental e ilhas. Escurece a nuvem. Torna-se preta demónio. Expele raios e coriscos como torrentes de lava. Desce sobre a minha cabeça, dela só sobressaindo as minhas orelhas e a ponta do meu nariz. Transformo-me em nuvem e transito pelos dias numa espécie de transe auto-infligido. Se fizer de conta que o tempo não existe não o sinto passar e acumular em folhas brancas de silêncio.

Quando tu não estás só existe silêncio. Só existo pela metade. Finjo a docilidade e a candura que dizem serem minha característica para que a ordem do meu mundo não se quebre mas é complicado resistir à vontade hercúlea de gritar com toda a gente. Quando tu não estás só me apetece gritar com as pessoas e pareço ficar cega às qualidades, só lhes vejo defeitos. E não me apetece sorrir. E tudo em mim é um rastilho de mau humor que qualquer faísca, por mínima que seja, o pode fazer acender rumo a um resultado imprevisível. E não gosto de mim assim, tão no limite da tolerância.

Quando tu não estás o cansaço é mais incisivo. Custa mais a dormir. A cama é, ao mesmo tempo, demasiado grande e demasiado pequena. Todas as almofadas não chegam e nenhuma serve. Falta o teu corpo, a tua pele, o mandares-me calar porque ressono a toda a bolina. O acordar e chegar-me a ti para a melhor parte do sono.

E risco no calendário todas as provas da tua ausência mas, ainda assim, os dias somam-se e eu contabilizo. E encolho-me. Aquieto-me. Fundo-me com a poeira ao canto dos móveis e almejo ficar aí onde ninguém me vê nem eu tenho percepção do mundo.

Depois, na véspera do teu regresso, um subtil anticiclone faz dissipar a nuvem negra e a cor regressa aos meus olhos. E consigo ver-te novamente. E ver-me. E ver-nos. Só então recomeço.

Tenho dito!

8 de julho de 2012

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Tenho a clara sensação de que algo de muito macabro se passa neste País e de que, lentamente e serenamente, como dóceis ovelhas, nos deixamos guiar de regresso à Idade das Trevas.

E com beijos devorar-te a alma

6 de julho de 2012

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O que eu queria mesmo era recuperar a sensação de que o tempo é uma espiral infinita e delicada e em plena consciência de mim, sem a pressa desmedida do quotidiano - bebendo da vida o silêncio -, pousar a minha fronte na tua nuca e ficar em ti, onde tudo é absoluto e onde não existe ocaso. Apenas a suave fluidez do agora.




Imitação da vida

4 de julho de 2012

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LANTERNAS1

Para abrandar e encontrar sentido. Respirar. Reconectar.


Blur - Out of time

E é de espanto a ausência

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E ainda que plena toda a lógica, ainda que certa a realidade – constatada e assistida – viver a ausência é como tentar agarrar o fio da ideia que contém todo o entendimento e deixa-lo sempre escapar por entre os dedos. 


Do meu caracter

27 de maio de 2012

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Untitled

Para aí três vezes por dia dá-me vontade de rumar em direcção a uma vida com mais sentido, ainda que o conceito de “sentido” nem sempre seja fácil de definir. Sinto falta do contemplar, do quieto da observação e dos acordes que, cá por dentro, esse exercício fazia dedilhar. Sinto falta de reconhecer a beleza nas pessoas, de as olhar sem preconceitos nem juízos de valor grosso modo rudes e absolutamente desnecessários. Sinto falta do cinzel que sempre tinha à mão na intenção de me moldar, acertar, num carácter mais justo e sereno. Mais nobre. Sinto falta do silêncio.
Não sei se nenhuma substância se espreme de tudo quanto é absurdo na rotina - ultimamente não lhe tenho procurado o tutano - só sei que a rispidez dos nossos rostos, os nossos olhos alerta, os nossos sorrisos forçados estão nos antípodas das imagens de contida satisfação com que ainda sonho.

The Soft Voices Die

24 de maio de 2012

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Ao fim de tanto tempo continua-me a parecer ontem. E na minha cabeça como talvez, também, no meu coração; o tempo congelou entre o momento em que pestanejando deixo de ter ver e o momento em que, voltando a pestanejar, ainda aqui estás.

Brinda-se aos amores com o vinho da casa

20 de maio de 2012

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Café D'Oro

Algumas coisas teria feito de forma diferente. Mas não tu. Tu foste o salto sem rede no abismo e as asas que ganhei durante a descida.

18 de maio de 2012

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Há cerca de cinco anos este filme fez-me começar um blogue que, de certa forma… não, que mudou a minha vida de todas as formas. Iniciei-o com a premissa de que era hora de despertar, de que era urgente o despertar.
O caminho que a vida me fazia percorrer naquele momento sacudiu-me violentamente do sono que me entorpecia obrigando-me a enfrentar o deserto que sobra ao cessar da existência. Ao mesmo tempo ofereceu-me a vida na sua expressão mais doce e crua. Ofereceu-me caminho novo para andar e respostas acertadas às perguntas que por fim começava a fazer.
Ofereceu-me um caminho com pedras pontiagudas que magoaram os pés e espinhos afiados que rasgaram a carne mas, apesar de tudo, imensamente doce. E merecedor da mais acérrima luta.
Cinco anos depois há outros aspectos da vida sobre os quais é preciso manter a vigília. Perante os quais não me posso permitir vacilar. Se existe arte e vontade pois então que a arte seja mais do que mero desejo. Que seja expressão. E reflexão. E que com esta premissa também o que em mim é o almejado prumo não se desvaneça no horizonte sem que consiga alcança-lo.