Private springs

1 de abril de 2013

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Para mim és o sol. Não importa que tempestades me acossem, para mim, és o sol. És o calor que me faz desabrochar; que, envolvendo-me o corpo, se faz casa e me completa. És a Primavera em pleno Inverno, a surpresa nunca cessada de achar, o aconchego, a mais fina flor do desejo. Para mim és o sol. A fonte da vida, o motor da vontade, o centro do mundo.

E não importa que digas que estás a ficar velha, como se se pudesse ser velha aos 41 anos, para mim serás sempre o astro que sustenta as minhas melhores intenções, o horizonte onde projecto todos os meus sonhos e onde, sem medo, me concretizo.

E quando fores realmente velhinha, resmungona e teimosa, continuarás a ser o sol. Haverá sempre luz nos meus olhos por encontrarem os teus.

Parabéns, meu amor.

We don't eat

13 de março de 2013

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Barcelona Road Trip

12 de março de 2013

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A pedido de muitas famílias [Isabel my love] aqui se reúnem algumas imagens da nossa road trip por Barcelona, thanks to Sofia, intrépida e feroz (as well as safe e [resmungona]) condutora. Falta a locução original que inclui a Isabel a falar para a máquina - "praça da catalunha, aqui é a praça da catalunha" - e eu a resmungar no banco de trás quando ela, esquecendo-se que estava a filmar, colocava a máquina na vertical para "apanhar" os monumentos mais altos. Sem comentários. Para mim foi uma oportunidade de experimentar a máquina nova com os programas actualizados e, claro, ainda que tremido e tal e inclinado e verticalizado "para apanhar tudo" estas imagens são também para memória futura.

Para ver com melhor qualidade carregar em vimeo. 

Some things we do for others [2]

4 de março de 2013

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It's allright

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Quase tão bem como eu a dormir...

Keep calm

3 de março de 2013

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Depois de ter visto no facebook “keep calm que eu sou de...” todo o lado, apareceu ontem o meu Keep Calm que eu sou da Fontelonga. A Fontelonga é, básicamente a aldeia mais bela do mundo, perdida ali entre os limites da Beira-Alta e o Alto-Douro. E mesmo que fosse feia – que não é, é a aldeia mais bela do mundo – foi onde nasceram a minha avó e a minha mãe e onde considero que nasci eu, (não nasci, nasci na sede do concelho a 6km de distância mas acharam por muito bem registar-me como vinda ao mundo naquelas encostas).

A piada do keep calm que eu sou da Fontelonga levou-me ao contacto e à conversa virtual com um senhor que, ainda que sendo mais novo do que a minha mãe, a conheceu e esteve inclusive no seu casamento. Nesse casamento sem noivo – como tantos nessa altura -  porque o  meu pai estava em África. Desse dia apenas há uma fotografia meio desfocada tirada ao fundo da rua onde moravam os meus avós e o vestido de noiva dela. E as memórias dela. Como, teimosamente, ter casado de vestido de noiva quando toda a gente não estava à espera que o fizesse porque achavam que não havia necessidade dada a ausência do noivo.

Existem as memórias de uma viagem para Lisboa onde apanhou o avião para Angola. Na altura, porque era muito pequena quando ela contava estas histórias, não tinha consciência desse passo tão grande e tão corajoso dado pela minha mãe; pela rapariga de 23 anos que nunca havia saído da aldeia e que, de um dia para o outro, aceitando casar com um homem que praticamente não conhecia mas que lhe escreveu, ao que parece, cartas convincentes se mete sozinha num avião rumo a um continente desconhecido, rumo a uma terra tão diferente daquela que conhecia mas que logo se lhe entranhou no coração como a raiz do velho Negrilho do adro da igreja.

Para mim a minha mãe sempre foi um ser excepcional, um ser de força e de luz, mas ao crescer e ao tomar consciência daquelas que devem ter sido as suas fragilidades reconheço, descubro, a mulher para lá do seu papel de minha mãe. O que a torna ainda mais excepcional. Única.

E eu que, mais do que jeito para contar histórias sempre fui esfomeada por as ouvir tive hoje um pequeno momento feliz . Não somos só nós que nos lembramos da nossa mãe. Os mais próximos. Como eu gosto de imaginar ela ainda anda por lá, povo acima povo abaixo, soltando o riso ao vento pelas encostas da aldeia. E de vez em quando manda noticias a dizer que está bem.

Let's get rich

25 de fevereiro de 2013

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Para ela, que sonha ganhar o Euromilhões para comprar carros a todos os nossos amigos.

Reflectir à gargalhada

24 de fevereiro de 2013

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E se os animais comessem fast-food?

To Rome with Love

23 de fevereiro de 2013

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Do que mais gosto no Woody Allen é da sua capacidade impar para criar ambientes. Os filmes dele podiam nem ter história, bastava que a câmara se perdesse pelas ruas, nas cores, pelos rostos anónimos das cidades ao som da música que se escapasse pelas janelas.

Legalize love

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Porque as batalhas ainda não estão inteiramente ganhas e ainda há muito porque lutar.

Amour, amour

14 de fevereiro de 2013

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Não temos o hábito de assinalar esta data. Hoje e todos os dias és a minha por isso, todos os dias são hoje.

Randomly como o sol

11 de fevereiro de 2013

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Haberemus Papa

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O Papa resigna e eu só posso aplaudir essa decisão. Em primeiro lugar porque é inadmissível que, no tempo que corre, se permita que pessoas da idade dele sejam expostas à violência deste cargo; João Paulo II deveria ter sido poupado ao triste espectáculo do seu fim de vida. Em segundo lugar porque, a haver tomates, no próximo conclave será escolhido um Papa substancialmente mais novo e mais desta era, mais deste mundo e com uma perspectiva da vida e do futuro mais de acordo – de preferência em consonância – com o seu rebanho.

Ainda assim, tudo é possível e não me espantaria se tivéssemos mais do mesmo. Mas, como dizia a minha mulher, elevando a espátula de virar hambúrgueres, “precisamos de um novo concilio!!!”.

Precisamos. Precisamos de uma nova tomada de posição, de uma alteração de dogmas, de uma igreja que acompanhe os fiéis e não se deixe ficar para trás. Precisamos que o Vaticano trema e que lhe seja limpo o pó e as ideias. Precisamos que a Igreja se abra ao mundo, se abra à vida em todas as suas múltiplas possibilidades e precisamos que defenda a vida e seja abertamente inclusiva.

Mas… a ver vamos.  

Realinhar

10 de fevereiro de 2013

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Untitled

Tenho inveja do “eu” de uma altura em que o tempo parecia acompanhar o pensamento e se alinhava com o curso da aprendizagem. Não só das coisas novas, dos novos conceitos, das novas ideias, das coisas que se sedimentavam dentro de mim e ganhavam asas sozinhas mas sobretudo do conhecimento de mim própria e de tudo aquilo que eu achava que era capaz de fazer. 


Tenho sempre esta sensação de que – no que a projectos pessoais pseudo-artisticos diz respeito - mais do que começar de novo tenho de retroceder muitos passos.

Do amor e da dor

7 de fevereiro de 2013

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Untitled

O melhor do dia hoje foi - depois de ter feito uma punção/”biopsia” - ter sido acolhida pelos muitos beijos de “já passou, meu amor” dela. Isso e scones ao lanche.

Considerando que apesar de ser eu a fazer o exame era ela quem estava mais inquieta é provável que, se tivéssemos um filho, seria ela a gritar de dor quando eu estivesse em trabalho de parto.

Pontapés na gramática

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Untitled Que pena, não tinham chinelos em pele de homem.

Paperman by Disney

5 de fevereiro de 2013

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Curta metragem nomeada para o Oscar de Animação. Disney no seu melhor.


Bumblefuck, USA

29 de janeiro de 2013

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Há viagens que fazemos e que, para além de nos transportarem fisicamente do ponto a para o ponto b transformam – por opção ou surpresa – a paisagem interior do viajante. Nunca se regressa igual ao ponto de origem. A diferença entre os extremos não se calcula apenas na distância percorrida mas naquilo que, por fim, dista entre o que éramos à partida e o que somos à chegada. E à chegada, aquilo que transportamos, tudo o que nos foi acrescentado e tudo o que permitimos que – dentro de nós -  fosse mudado de sitio, já não cabe nos limites das nossas circunstâncias. Nem na memória que tínhamos de nós e do espaço que ocupávamos.  

Um filme que vale a pena ver.

Mais informação aqui.

Mais linda!

21 de janeiro de 2013

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Depois da tempestade vem a bonança e a ela, que em plena tormenta se aventurou pela varanda para ver se escoavam as águas, chegou a constipação. De cama e fanhosa se encontra a minha mulher. Mas bela como sempre.

Camaradas

20 de janeiro de 2013

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A ler “Levantado do Chão” de Saramago depois de ter lido “A Mãe” de Gorki. O passo lógico a seguir é filiar-me no Partido Comunista.

Almodovar

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Isto promete. 

Cloud Atlas

13 de janeiro de 2013

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Fomos ver Cloud Atlas e ainda estou a… desconstruir. Vai levar alguns dias a assimilar. O que é bom.

Mas depois de ver Cloud Atlas isto tornou-se, efectivamente, o passo óbvio a dar. Estamos todos ligados e somos todos responsáveis. Compete-nos mudar a realidade. Compete-nos lutar, no matter what. Compete-nos acreditar.

Já faltou mais

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Dona Carla

7 de janeiro de 2013

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dona carla 

Que pena não ser Alentejano…
 

Inspirar | Expirar

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Birdy - I’ll never forget you


Cansada. Tão cansada. Um cansaço que afoga.
Mais do que cansada, desumanizada. Como se o milhar de pessoas que me passaram pelas mãos em Dezembro tivessem levado com elas pedaços de mim.

De boca aberta

5 de janeiro de 2013

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Brigitte Bardot pondera pedir a nacionalidade Russa porque Vladimir Putin é sensível aos direitos dos animais? Sou a favor dos direitos dos animais, acho que as pessoas deviam ser punidas pelo abandono e pelos maus tratos, acho que a sociedade devia cuidar mais dos animas mas, pelo amor da Santa… e os direitos humanos? Vladimir Putin é também sensível aos direitos humanos? A grande democracia Russa, como lhe chama Gerard Depardieu, é sensível aos direitos humanos? Cumpre a carta dos Direitos Humanos? É sensível em relação ao seu próprio povo? Esta gente bateu com a cabeça em algum lado? Não terão consciência do seu próprio ridículo?

Desafios blogueiros

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Do um quarto para duas, vem o repto para se responder à pergunta "Qual o livro que indicaria para alguém começar a ler?" e, claro, aceita-se.

E é complicado responder… sobretudo quando o que é bom para nós pode não o ser para outros e quando a leitura é uma experiência pessoal e muitas vezes intransmissível. Mas tentemos.

In the line of duty costumo aconselhar muito o Gerónimo Stilton às crianças que nem por isso têm hábitos de leitura. São livros com ilustrações divertidas, histórias engraçadas, onde o próprio texto acaba por ser uma brincadeira uma vez que as palavras são escritas com tamanhos diferentes, com cores diferentes e com diferentes tipos de letras. Uma paródia pegada. Daí as crianças transitam normalmente para “Os Cinco”, para “As Gémeas”… para o “O Diário de um Banana”… and so on. O importante é ler, ganhar hábitos de leitura. A procura por livros com mais "qualidade" e mais exigentes acaba por acontecer naturalmente quando a criança é incentivada a ler.

Pessoalmente, um livro que aconselharia um adulto a ler seria “O Leitor” de Bernhard Schlink. É um livro pequeno, por isso não custa muito a ler nem demora muito a ler – isto para os que se assustam com o tamanho dos livros – e é um livro que, apesar de pequeno, consegue ser grande na mensagem que passa. Foi uma história que me deu um murro no estômago e que, por isso, permanece em mim com todo o seu esplendor e surpresa. É um livro que nos traz uma nova luz sobre os acontecimentos do Holocausto e sobre quem esteve envolvido nele de forma indirecta (se é que há formas indirectas de envolvimento). É um livro que reflecte sobre o conceito da culpa, neste caso colectiva, sentida ou imposta, da geração alemã do pós-guerra e sobre a forma como ela condenou ou absolveu os predecessores. E é um livro sobre uma mulher e a ironia das suas circunstancias. E sobre leitores e leituras. E aqui pisco o olho.

E sim, existe o filme mas, como quase sempre, ficou muito – mas mesmo muito – aquém do livro.

Passa-se o desafio a quem o quiser e/ou lhe apetecer apanhar. 

2013

4 de janeiro de 2013

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Agora que Janeiro se instala e o trabalho acalma um pouco é tempo de reordenar as entranhas e os livros nas estantes. É tempo de descansar. De tentar, na medida do possível, contemplar a vida e reconstruir por dentro bases fortes de sustentação. 

Valentine

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Forced walk on memory lane

1 de janeiro de 2013

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Ter passado o primeiro dia do ano com a minha tia apenas tornou mais evidente o quão extraordinária era a minha mãe e as saudades que tenho dela como minha melhor amiga.



 
Heroes – Peter Gabriel

Jessie Ware

30 de dezembro de 2012

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Jessie Ware - Something Inside 

Breathtaking...

Apocalipses

28 de dezembro de 2012

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Poucas horas passaram desde que foste embora e poucos dias faltam para que regresses mas a casa já respira ausência e eu, que de bom grado me deitaria numa das estante do trabalho para dormir, arrasto-me sem descanso à vista e já tão farta, fartinha, de prendas de Natal e devoluções e saldos to come e… people. Pelos cabelos. Jingle bells o raio que parta tudo!
Por isso, volta depressa, antes que me transforme num Grinch e declare nova profecia Maia.




The book of love – Peter Gabriel

Feliz Xmas!!!

22 de dezembro de 2012

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natal dogs

Manãmanã!

14 de dezembro de 2012

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Some things we do for others

10 de dezembro de 2012

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Andava há muito tempo para ver isto. 
Inspirador. 

Lesbian Pulp Fiction

7 de dezembro de 2012

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Toulouse Lautrec - Two Friends



Tirando o prefácio, Soy un bicho raro (Odd Girl Out) de Ann Bannon, foi provavelmente o livro mais mal escrito que li nos últimos tempos mas não necessariamente o pior. Não me vou estender em criticas literárias e de estilo; neste caso a classificação atribuída ao livro - Lesbian Pulp Fiction - é mais do que suficiente mas vou partilhar dois ou três aspectos interessantes que têm a sua importância como estudo sobre aqueles que nos precederam e sobre aqueles sobre cujos ombros hoje nos erguemos para levantar alto a bandeira de uma certa liberdade e de um certo direito à indiferença.

Considerando que na América dos anos 50, altura em que esta saga começou a ser publicada,  o papel da mulher na sociedade era basicamente o de uma figura decorativa, ter existido quem escrevesse sobre esta forma subversiva de amar e, sobretudo, de entender o amor requereu uma boa dose de coragem.

Odd Girl Out quebrou o estereótipo de que a mulher homossexual era exclusivamente de aparência e forma de estar masculina, considerou que o prazer sexual feminino não era um mito mas um direito a que a mulher podia e devia aspirar e – mais - que podia procurar. Na constatação e aceitação – por parte da personagem principal – de que, apesar das convenções sociais que a obrigavam a seguir um caminho pré-determinado, a sua orientação sexual jamais seria conformada abanou as fundações de uma forma de pensamento obediente e resignado que caracterizava a grande maioria da população feminina naquele tempo.

O interessante do livro acaba por não ser o livro em si mas aquilo que o livro despoletou. Foi lido por quem precisava de o ler, por quem achava que não existia mais ninguém igual a si no mundo, por quem achava que estava errado, que era doente; por quem negou – às vezes uma vida inteira – a sua verdadeira natureza, por quem sofreu a infelicidade de não poder ser quem era. Foi lido por quem precisava da pequena chama que iniciou toda uma convulsão pessoal e por quem usou essa explosão do ser para incendiar as ruas no clamor do direito a existir. Foi lido por quem iniciou esta batalha que ainda hoje travamos mas que hoje – pelo menos na nossa parte do mundo – já se cumpre a outros níveis. E já se ganha.

Há que ter respeito por estas mulheres que a custo, às vezes da própria vida, olharam para lá da sua época e com os olhos nos nossos sussurraram “tenham coragem”. Mesmo que tenham escrito livros de qualidade muito duvidosa… 

Adenda: Isto também me parece muito interessante

No sofá, debaixo da manta

6 de dezembro de 2012

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helios - hope valley hill

Da inveja #1

5 de dezembro de 2012

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Nas palhinhas

4 de dezembro de 2012

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UntitledNo nosso presépio há duas ovelhas amantizadas que renegaram o poder do carneiro.


Ao frio

30 de novembro de 2012

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E como quem visita um alfarrabista, visita dois…
  
chaminé da mota 3 chaminé da mota 2 chaminé da mota 3 


 

Little pleasures

29 de novembro de 2012

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alfarrabista

Dias de folga e incursões em alfarrabistas

Do óbvio

27 de novembro de 2012

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O que me apetece responder quando, fardada e identificada e a arrumar livros nas estantes, me perguntam “Trabalha aqui?” é:

Não, sou hospedeira da Tap e faça o favor de se sentar porque estamos prestes a levantar voo”.



Ou isso ou, ultimamente, ando com muito mau feitio. Também pode ser…
 

O poder da sugestão

20 de novembro de 2012

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De manhã, no facebook, vimos este cartoon e à noite - por artes mágicas - demos connosco aqui:



Chinês 1 Chinês 2

Weeeeeeeeeeeeeeeeeird…

I'm looking up for a piano to fall

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