Superfície

29 de setembro de 2013

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Parece que passei os últimos três meses numa mina.
 

This is Major Tom

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Começo as férias com um murro no estômago. As coisas que acontecem só aos outros acontecem também perto de casa, aos nossos. Temos de estar atentos, temos de estar ligados. Numa época em que a comunicação é o mote e a inspiração temos de rebentar a bolha para onde esse conceito nos remete e isola e conectar-nos realmente. A vida não pode ser apenas contada e ter valor pelos posts do facebook – há tanto que fica por dizer nas entrelinhas dos smiles – há que estar cara a cara, há que escutar a voz sem a interferência de um satélite, há que perceber no semblante e no olhar o que fica por dizer depois de todas as palavras proferidas. Há que estar presente. Há que reservar uma parte do dia – por diminuta que seja – ao cuidado de saber como estão os outros; sair de nós, perceber o que nos rodeia, fazer parte do mundo, fazer parte dos outros, fazer ligação à terra.

A vida por si só é uma grande surpresa e quando as más acontecem às vezes é tarde demais. Temos de prevenir o tarde demais. Temos de estar atentos. Temos de cuidar uns dos outros.

Transição

27 de setembro de 2013

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I Shall Believe - Sheryl Crow

O bom do Outono, dos dias curtos e frios – transposta esta sensação de tristeza que sempre me acossa na mudança de estação – é que vamos poder estar mais agarradinhas no sofá e na cama. 

Gimme Your Love

20 de setembro de 2013

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Celebrar-te

17 de setembro de 2013

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Manter-te viva no colo desta saudade imensa.

Traces of you

13 de setembro de 2013

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Todos os anos acho que vai ser diferente mas no dia exacto em que te começas a descontar de mim sinto-me sempre como se estivesse naquele corredor escuro onde apenas se escutavam os meus passos e ao fundo do qual já te preparavas para partir.

É certo que a dor se atenua mas o espanto... o espanto acho que aumenta. Estavas, já não estás e eu ainda me sobressalto. Acho que vai ser sempre assim.


Mais quatro dias e começa um novo ciclo. 

Rotinha, rotinha

12 de setembro de 2013

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Lianne La Havas - Au Cinéma



Programa despertar

11 de setembro de 2013

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No mês em que mais precisava de dormir sossegadinha, para me aguentar em pé, tenho homens a martelar no telhado e homens a martelar na varanda. Se isso não bastasse, os homens do telhado têm um rádio sintonizado na Rádio Renascença que vomita música e pérolas de sabedoria desde as 8:30 da manhã. Não me falta, por isso, incentivo moral para enfrentar os agrestes progenitores

Blue birds

10 de setembro de 2013

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Hoje entrou um pássaro no back-office e por momentos nada mais importou no mundo do que liberta-lo. Foi bom para nos lembrarmos de que existe vida e sanidade depois desta campanha demoníaca. 

O meu caminho é por onde vais

8 de setembro de 2013

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Tenho a impressão de que, naquele verão de há seis anos, aconteceu tudo. Tudo o que pude controlar e tudo o que me fugiu do controlo.
Foste-me acrescentada quando a vida arrancava parte de mim e, às vezes, parece-me que o acaso de nos termos encontrado foi engendrado para que em mim – ou em nós - não desabasse tudo.
Há dias em que parece que carregamos sobre os ombros o peso de mil anos mas não há cansaço que sobreviva ao teu abraço. Ainda me espanto, às vezes, pelo teu olhar que se cruza com o meu e pelo sorriso que me aflora ao canto da boca. Pertences-me e eu pertenço-te e com essa entrega somos livres.
O caminho até aqui nem por isso foi fácil mas tivémos a coragem de o fazer e se te amo é também por isso. Pela perseverança apesar do medo.
O que te posso prometer continua a ser este amor calmo que temos e as tiradas patetas que, volta e meia, te fazem rir à gargalhada.
A minha casa é em ti e a vida só existe porque tu estás.

Parabéns a nós!!


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Mafalda Veiga – Imortais | Tiago Bettencourt – Canção Simples | Sara Tavares – Quando dás um pouco mais | Tom Jobim – Chega de Saudade | Michael Bublé – Everything | Texas – When we are together

Só corridos à estalada. . .

6 de setembro de 2013

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Quem trabalha com o “grande público” acaba por tomar contacto com uma amostra bastante significativa da população de um País. Em termos estatísticos é possível obter, ainda que de forma muito pouco cientifica, uma ideia daquilo que somos e da forma como os comportamentos individuais influem no nosso destino colectivo.

Ao trabalhamos com outras instituições verificamos também que existe um efeito dominó com contornos de desgraça que está enraizado na forma como fazemos as coisas. Não as fazemos bem logo desde o inicio e contamos que seja sempre o próximo na cadeia alimentar a resolver os problemas que tiveram origem nas nossas decisões – ou falta delas.

Quando se fala em crise de valores existe efectivamente uma crise de valores. E os nossos problemas, obviamente económicos, agravam-se - se é que não têm origem - na forma como achamos que podemos seguir pela vida impunes, reclamando direitos imaginários e recusando cumprir deveres básicos, basilares, essenciais ao correcto e justo funcionamento das sociedades.

Nestes últimos dias os meus colegas e eu temos ouvido coisas assustadoras, de tão absurdas, da parte de alguns clientes. E porque as “pérolas de sabedoria” têm surgido de todo o lado não se pode imputar apenas a um grupo social a culpa por todos os males. A falta de bom senso é transversal a toda a sociedade; tão estúpido é o pobre como o rico. E é assustador.

É assustador porque, na maior parte do tempo, sinto que “estamos entregues aos bichos” e que resistir - tentando ser coerente, correcto, bom cidadão e bom trabalhador – cada vez mais parece não valer a pena.

Anda me indigno muito e acho que é essa capacidade para ainda me indignar que me tem permitido não perder a perspectiva daquilo que é correcto e daquilo que está errado;  mas temo que um dia as coisas deixem de me ser assim tão importantes e eu faça como os outros e apenas encolha os ombros e siga no meio do rebanho. E no meio de tudo o que assusta é isso o que temo mais: deixar de me importar..


... porque às vezes dá mesmo vontade... 

Do pecado. . .

2 de setembro de 2013

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Hot Dog

Hoje, FINALMENTE, fomos ao médico. O diagnóstico era o que se esperava: ombro com contratura e tendinite. Mrs Teimosa vai andar a tomar um anti-inflamatório novo e mais forte com recomendação de fisioterapia se não melhorar.

No caminho para casa e porque há festa na freguesia não resistimos e “jantámos” ali mesmo.


O inferno deve estar cheio de boas intenções relacionadas com dietas... mas a verdade é que não comia um cachorro-quente há anos... e soube-me pela vida. Ela disse o mesmo das suas bifanas. 

P.S - A foto tem legenda... 

Inventário's aftermath

1 de setembro de 2013

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Sam Smith - Nirvana



Este inventário de Agosto continua a parecer-me, mesmo depois de tantos anos, uma coisa que apenas loucos varridos são capazes de fazer... isso e aturar pais aos berros. Entre uma coisa e outra venha o diabo e escolha. 

Até as pontinhas dos dedos me doem.

Do morder a língua...

28 de agosto de 2013

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Elevando o meu microcosmos laboral à dimensão do nosso País é fácil perceber porque é que as coisas estão no estado em que estão e onde reside a essência do problema.

Exige-se paciência sobre-humana para estes lados. Paciência para aturar os pais que foram de férias e só agora se lembram que têm filhos e paciência para aturar chefes que não fazem a mais pálida ideia do que estão a fazer.


Paciência porque ainda falta um mês para as férias. 


P.S - Entretanto fomos ver o "A Gaiola Dourada" e recomendamos vivamente. É brilhante!

Cleaning day

14 de agosto de 2013

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Não há nada mais libertador do que deitar coisas fora. 

Chill out

10 de agosto de 2013

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Se os mosquitos deixarem...

Strong

8 de agosto de 2013

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A pesquisar a janta

6 de agosto de 2013

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Café e duas colheres de preguiça

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Respirar

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Aquarela - Toquinho

É na falta que me fazes que relativizo a comédia da vida.

Os da casa II

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As pessoas que trabalham comigo têm-me em conta de paciente, ponderada e de trato fácil. Dizem-me que mais depressa acaba o mundo do que eu “perco a cabeça e parto a loiça toda”. Por isso, ontem, ao ter passado – literalmente - o dia todo a resmungar porque, basicamente, tive de desfazer uma porcaria de trabalho feito por ordem de alguém que ganha o suficiente para ter mais juízo, desafiei as leis do universo e chateei a moleirinha a toda a gente. Tanto que até eu me cansei de me ouvir... e logo eu, que nem por isso sou de muitas falas.

Trabalhar com muitas mulheres é complicado por todas as razões óbvias, instituídas, assumidas, erradamente presumidas e todas aquelas que ainda não foram apontadas; mas trabalhar com muitos homens também não é fácil. Em certos aspectos é pior. Sobretudo quando cada um deles acha que mija mais longe do que o outro e que é mais inteligente do que o outro e mais assertivo do que o outro e com mais autoridade do que todos. Era manda-los medir e comparar as pilinhas para ver se deixavam as pessoas trabalhar sossegadas.


Se há coisas que me irritam uma delas é a das pessoas acharem que por serem hierarquicamente superiores são automaticamente mais inteligentes. Não são. Não são! E não são porque insistem no erro de não escutarem as equipas – que são quem, grosso modo, está por dentro da dinâmica do trabalho – e imporem as suas vontades. Que mais tarde ou mais cedo se revelam erradas e implicam perda de tempo e energia para toda a gente. 

Os da casa

1 de agosto de 2013

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A canção dos Ala dos Namorados fala dos “Loucos de Lisboa” mas lá na minha Livraria existem os Loucos Residentes. Um deles, rapaz ainda novo e que, de certa forma, ali vimos crescer, costumava sentar-se no chão da secção infantil, encostado à estante de banda desenhada, a ler os livros e a reproduzir alto os sons neles ilustrados. Não foram poucas as vezes em que, estando a atender alguém, o meu discurso foi interrompido por um VRUUUUUUUMMMMMM sonoro ou uma gargalhada maléfica.
Agora, porque temos sofás e banquinhos espalhados por todo o lado, já não se senta no chão. Leva os livros – agora de anedotas – para a zona nobre da Livraria e fica por lá sentado. Já não reproduz os sons mas volta e meia – quando alguma criança se lembra de começar a chorar e/ou aos berros – solta um “POUCO BARULHO QUE HÁ AQUI PESSOAS QUE ESTÃO A TENTAR LER!!!!” que nos deixa a todos em sentido.  

O outro louco residente, o meu preferido, é o Srº Nascimento. É um senhor bem posto, dos seus 60 e poucos, alto, magro e de voz profunda. Muito culto. Nem sempre em perfeito equilibrio mental mas inofensivo.
No inicio, quando ainda não sabiamos lidar com ele, ficávamos horas pavorosas a ouvi-lo falar. À custa disso ficou a saber o signo de todas os funcionários da Livraria e passados estes anos todos ainda se lembra. Também nós nos lembramos – dolorosamente bem – das suas faustas preleções sobre astrologia.
Hoje passou por lá e como sempre, mesmo que tenhamos a Livraria virada do avesso, completamente desarrumada e com tudo fora de sitio, continuamos a ser os melhores do mundo. A melhor Livraria à face da terra. E como sempre, assim que me viu, o cumprimento foi o mesmo.

- Srª Gémeos, como está? Fantástica como sempre. A eterna jovem.

Como já levava a minha dose de mau-humor – dessas que uma pessoa junta por dentro e cala para não correr risco de mandar toda a gente àquele belo sitio (ahhhh pais de criancinhas em idade escolar...) – vê-lo, ouvi-lo e não ter outro remédio senão sorrir, foi o antídoto perfeito para fazer dispersar as nuvens negras que se formavam sobre a minha cabeça. 

- A Srª Gémeos estava bem, obrigada.


Mary Lambert

30 de julho de 2013

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Mary Lambert - I Know Girls Mary Lambert - Forget Me

Isto emocionou-me

29 de julho de 2013

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Quase que gritava Habemus Papa! Mas faltou o quase. . .

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Pope Francis: Who am I to judge gay people?

Mas... não é mau, não é mau. É menos mau. Como declaração de princípios não é mau. Há que começar por algum lado. 

1000 Papas de mão dada no fundo do mar são um bom princípio... 

Horas mais tarde tropeço nisto e grito, sim, Habemus Bispo!

Pet Shop Boys – It’s a Sin

Do refrão se faz canção inteira

27 de julho de 2013

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Mary Lambert – She keeps me warm

Hum... a letra, coitadita, podia ser melhor...

Sampha

26 de julho de 2013

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Estás aqui. . .

24 de julho de 2013

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Cansadinhas do Passos Coelho e Companhia mudamos do telejornal da Sic para o Campeonato Europeu de Futebol Feminino na EuroSport. Claro que não sem ela ameaçar “estás aqui estás a apanhar!”. Entretida com o jogaço que as Suecas estavam a fazer contra a Alemanha dou por ela a dizer, sempre que apareciam as catraias em plano mais próximo: “é gira”, “também é gira”, “muito gira”, “hum hum”...

... bem bem, alguém estava aqui, estava a apanhar e, definitivamente, não era eu...


... mas taditas das Suecas. Mereciam ganhar... 

Mas ao mesmo tempo que me exaspera. . .

21 de julho de 2013

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Teimosa que nem um arrocho! *

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Hospital? Não, que tem medo de injecções. 
A dor? Continua. Hoje um bocadinho melhor mas continua. 
Mulher teimosa, caneco!




* Expressão típica de Castelo Branco que significa teimosa que nem uma mula. Ela usa muitas expressões da térrinha. No início, muito no início, eu pensava: “não percebo o que queres dizer com isso mas és gira como o raio...” 
Hoje já as entendo e até já as uso.

E continuo a achar que ela é gira como o raio. 

Das folgas

20 de julho de 2013

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Quando não se avariam os electrodomésticos avariamo-nos nós. Se a teimosa da minha mulher não estiver melhor do ombro – que lhe tem doído toda a semana e hoje de forma bastante aguda – amanhã visitamos o Hospital. À conta dos pills que tomou para a dor, estava a contar chegar a casa e encontra-la a levitar sobre uma densa nuvem de fumo de incensos mas... estava a dormir. Ferrada. 

O Livreiro como potencial homicida. . .

18 de julho de 2013

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Fazer uma reserva de livros escolares obedece a regras muitos simples. O encarregado de educação traz a lista dos livros que precisa, preenche uma ficha onde indica qual é o nome do aluno, qual é a escola que vai frequentar, qual o ano e quais os contactos.

Num mundo ideal, num mundo perfeito e minimamente civilizado, todo o ser humano com crias em idade escolar saberia as regras e procuraria cumpri-las. Não são complicadas e são muito do senso comum. Há coisas demasiado óbvias para serem contestadas.

Mas não. Não. Claro que não. Claro que, perante tudo aquilo que é óbvio há quem ache que, só porque sim, tem todo o direito de reclamar ou fazer birra.

Dentro da minha cabeça dou respostas lindas às birras dos meus clientes... e não são tão... hum... floreadas como os exemplos em baixo...

Tenho de preencher isto? Não basta deixar a lista?
[Basta. Temos um sistema de identificação de impressões digitais e isso é o suficiente para depois a avisarmos de que a sua encomenda está pronta. Ah, e somos mestres em telepatia. Também não precisa deixar o contacto.]

Mas tenho de preencher? O ano passado não era nada assim.
[Pois, não devia ser. O ano passado foi quando partiu as mãozinhas, não foi? Não podia escrever, pois coitadinha...]

Ai tenho de trazer lista? Pensei que era só dar o nome da escola e o ano...
[Sim, e também vamos buscar as notas do seu filho e assinamos termos de responsabilidade para visitas de estudo e zelamos pelo bem estar da amante do seu marido. E até faríamos o jeito – porque somos uns gaj@s porreir@s - de verificar se as listas estão publicadas no site da escola se não soubéssemos já que a escola em questão ainda não actualizou as mesmas.
E se perante essa justificação ainda me olha com cara de tacho e quase a dizer que a culpa de todos os males do universo é minha tem sorte de não lhe sugerir que, já que a escola fica ali a dois passos, o melhor é pegar no rabo e ir cumprir o seu dever de educador]

Vocês têm as listas, não têm?
[Neste momento só mesmo a das compras que tenho de fazer no supermercado mas arranjo-lhe a dos prémios Nobel]

O que é isto do Estabelecimento de Ensino?
[Duh?!?!? Tanto que me apetece exclamar isto, bem alto, quando são as marmanjas das crias com Iphone e Ipod e Icarago com app para tudo e mais alguma coisa – menos para as coisas banais da vida - a perguntar-me isso. Andam aqueles pobres pais a gastar dinheiro em livros para quê?]



Isto já não vai lá com dicionários da Porto Editora. Vou ver se ainda se arranja o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. 

Não há condições!

17 de julho de 2013

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Como é que uma mulher pode trabalhar sossegada se levanta os olhos e vê, na mega televisão que lhe fica no campo de visão, as Suecas a correr atrás das Italianas, as Italianas a correr atrás das Suecas, todas a correr atrás de uma bola...


... este é um post da categoria do “estás aqui estás a apanhar...” 

Apparat

16 de julho de 2013

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Ouvir Apparat será sempre uma experiência embrulhada em emoções contraditórias. Está impregnado de ti que mo deste a conhecer e impregnado de perda porque foi a banda sonora dos dias que precederam a partida da minha mãe. Talvez por isso signifique para mim a vida e os seus extremos e aquilo que de entremeio se lhe queda e que sou eu.


Parece que esta altura o pede sempre para ouvir. Só um pouquinho de cada vez. Todos os anos se inicia em mim esta espécie de contagem decrescente e já não tento contraria-la. Faz parte. É como se, tendo presente os dias e os momentos, pudesse tocar-me o ombro, o meu ombro de então, e me pudesse dizer baixinho ao ouvido: “Tem calma. Vais conseguir sobreviver a isto”. 

Nicolas Jaar

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& It Was U

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Farta de electrodomésticos com mau génio

13 de julho de 2013

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O update semanal indica que a máquina de lavar roupa já voltou a funcionar às mil maravilhas. Os homens das obras é que, de tanto a tirarem e porem no sítio, acabaram por ligar mal os tubos.

Hoje, por coincidência também de folga – as minhas folgas parecem estar condenadas – acordei, tardííííííssimo, para uma arca congeladora tão cheia de gelo que não fechava. Tudo bem que a culpa foi nossa que a deixámos mal fechada mas tenham dó. Não há nada mais estúpido na vida do que estar de joelhos, com o secador de cabelo em riste, investindo contra blocos de gelo na tentativa desesperada daquilo derreter mais depressa...


Na próxima folga vou para um Hotel... 

... e agora vou ter com ela. 

Hoje jantamos fora, não vá o fogão lembrar-se... 

Sadistic bastard

12 de julho de 2013

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Hilariante! Até tenho medo de continuar a ver a season 3... 

Paul Theroux

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Disse-me um Adivinho” foi dos livros mais divertidos e instrutivos que li nos últimos anos. Agora faço a viagem ao contrário usando outros olhos para me guiarem. Tenho a impressão de que a aventura vai ser, também, para não mais esquecer. 

It feels like something

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Saber-te é, às vezes, perto da perfeição.

A Gaiola Dourada

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Será para ter medo? Muito medo? Mas tem a Rita Blanco... por isso, se calhar... buenas noches! 

Amigos com piada. . .

11 de julho de 2013

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...que nos trazem lembranças giras de Londres. 

I Follow You Deep Sea Baby

10 de julho de 2013

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Da condição feminina

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Também a ler “Teresa e Isabel” de Violette Leduc – a tal novela tanto tempo censurada e tão tardiamente publicada – ocorreu-me ir ver em que ano foi publicado “Sexus” de Henry Miller. E qual o meu espanto – ou não – quando a wikipedia me revela que foi publicado em Paris – espantemo-nos com a cidade – em 1949. E espantemo-nos com a cidade porque, cinco anos mais tarde, no mesmo local das luzes e da modernidade, Violette Leduc vê recusada a publicação da sua novela. O porquê já sabemos. É um porquê que continua com amarras bem presas nos dias de hoje.

Leduc era mulher. Primeiro ponto. Bastaria apenas este.
Segundo ponto, Leduc era mulher e era lésbica.
Terceiro ponto, Leduc era mulher, lésbica e falava sem pudor e em pormenor da sexualidade e sensualidade femininas.
Quarto ponto, Leduc exultava o prazer feminino. Como podia tal?
Quinto ponto – que deve ter feito muita confusão na cabeça daqueles homens – Leduc exultava o prazer da mulher às mãos de outra mulher.
Sexto ponto, Leduc falava da sua própria experiência. A definitiva ousadia.

De Henry Miller diz-se que não há escritor mais honesto. Talvez. Não sei. Tinha vinte anos e consegui ler metade de “Sexus” – nunca mais lhe peguei. Talvez fosse o escritor mais honesto mas mesmo que não fosse era meritório desse elogio pelo simples facto de ser homem e falar despudoradamente do seu pénis murcho incapaz de perform – entre homens não há honestidade mais crua. E não está mal, não é o seu talento que está em causa mas a forma como se fazia – e ainda se faz – a escolha do que é bom e do que não vale a pena. Num mundo fálico, o editorial também, é óbvio sobre quem recai a escolha e o escárnio com que se deita ao lixo o que, para eles, não presta. Para com a mulher continuam a ter certa condescendência. 

Sou levada a pensar que a novela de Leduc não foi tanto censurada pelo seu conteúdo e pelas suas descrições mas por receio de que a sua revelação levasse à libertação da consciência da mulher e à reclamação dos seus direitos como ser sexual. É uma bela teoria da conspiração, não?


Não sou feminista ferrenha mas tendo a ser cada vez mais feminista. Sou-o por observação – salvo raras excepções - do comportamento masculino no meu local de trabalho e pelo comportamento masculino de uma forma geral. Sou-o também pela observação de um determinado comportamento feminino mas isso são outros quinhentos. A verdade é que isso da igualdade, volta e meia, faz-me rir. 

Do Policial Nórdido

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Stieg Larsson colocou a fasquia muito alta. E é chato quando queremos encontrar substitutos e não há quem lhe chegue aos calcanhares.

Já li Camila Lackberg e Lars Kepler mas não me convenceram. Agora estou a terminar Karin Fossum, a dita senhora do crime Norueguês. Ainda não decidi se gosto ou não. É um romance estranho, o que me leva a concluir que os noruegueses são estranhos, mas é, ainda assim, um romance que está noutra dimensão; muito superior a Lackberg e a Kepler.


É um policial de ambientes - desolados – que nos faz entranhar debaixo da pele das personagens e nos leva, contra a nossa vontade, a criar empatia com elas; como se nos reconhecesemos um pouco iguais no dano que a vida nos provocou e na constatação do facto de que a resiliência não opera em todo o espectro da alma. 

Da preguiça

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Tenho a impressão de que ela, antes de sair para o trabalho, me pediu para comprar Raid porque estávamos com uma invasão de formigas... mas agora que me levantei não encontro formigas em lado nenhum, o que significa que sonhei isso tudo. Tenho de lhe perguntar... sob risco de ser gozada durante os próximos seis meses...

Apetecia-me sair e fazer qualquer coisa de útil mas sempre que me levanto do sofá ele começa a chorar convulsivamente.  Não o posso abandonar à sua triste agonia.  

Ler, ver um filme, trabalhar no Photoshop... pim pam pum... talvez dormir uma soneca.

E alvíssaras, hoje está quase frio!


Adenda: há formigas, há. Estavam todas escondidas dentro do açucareiro...
Adenda 2: se havia formigas no açucareiro... e se da primeira vez que tomei café não reparei - porque estava podre de sono - então... é mais do que provável que tenha bebido formigas... 
Adenda 3 - se bebi... souberam-me a pato... 

Coisas que me irritam profundamente:

9 de julho de 2013

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- a caneta com que escrevo melhor e com a qual mais gosto de escrever e que defendo - à força de rosnar - das mãos alheias aka  “senhores meus colegas”;  cair, para castigo e por castigo, de bico no chão. 

Volta Paula, que estás perdoada

7 de julho de 2013

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Não há nada de que mais sintamos falta no Domingo à noite do que do Câmara Clara da Paula Moura Pinheiro. O novo formato de magazine cultural com a Filomena Cautela não nos convence e amiúde irrita-nos. Falta aquele savoir faire com extraordinário bom gosto da equipa do Câmara Clara. Nem sempre os temas nos interessavam e nem sempre a Paula Moura Pinheiro estava no seu melhor mas houve programas brilhantes. Absolutamente brilhantes. E o grafismo das peças de reportagem valiam por tudo. Não há nada igual e duvido que volte a haver.