Grammys & LGBT Love
27 de janeiro de 2014
Ouvi falar deste momento na Rádio Comercial e, de facto,
é tudo o que disseram.
Migrações
24 de janeiro de 2014
Confesso que, depois de durante quase 8 anos
ter visto a Leya produzir lixo e ter visto as livrarias – a minha incluída - tão cheias de nada, me apazigua um pouco esta
migração que tem vindo a ocorrer de alguns bons autores para outras boas
editoras. Também me apazigua verificar que ultimamente, apesar de tudo, se tem
notado uma melhor escolha nas opções editoriais e que o mercado tem recebido
livros e autores com um pouco mais de qualidade. Mais me apazigua reconhecer que ao contrário
do que muitos profetizavam e do que eu temia, as pequenas editoras não só
conseguiram sobreviver como se impuseram como alternativa aos blockbusters
editoriais. A Tinta da China, a Relógio D’Água e sim, a Quetzal – apesar do
Francisco José Viegas que merecia todo um post menos abonatório - são, de
todas, alguns dos melhores exemplos. Alguns dos melhores livros que li na
última década chegaram-me pelas suas chancelas.
Claro que não quero que a Leya colapse, até
porque isso significaria a ruína das editoras que fazem parte do grupo mas já
ficava contente se a Leya voltasse a funcionar como um grupo editorial e
cumprisse aí os requesitos mínimos e, por exemplo, ao invés de deixar esgotar
os livros do Plano Nacional de Leitura antecipasse as necessidades do mercado.
É que as escolas nem por isso alteram muitos os programas de ano para ano... o
que significa que não há outra ciência a pôr em prática para além da de se
estar preparado...
Com a Leya a resvalar, a Porto Editora está a transformar-se no
grande elefante editorial português e tem vindo a assimilar de forma cada vez
menos discreta os bons autores. Não me admirava se Saramago fosse o próximo. Claro que existe sempre o risco de a montanha
parir um rato mas a verdade é que quando olhamos para este grupo vemos também
uma família que sempre se dedicou aos livros e que os conhece como ninguém e
que, sobretudo – sobretudo – os respeita;
por isso, aquilo que podemos esperar é
que estejam e fiquem em boas mãos.
Como livreira e como leitora o que quero é
que exista uma convivência salutar entre grandes e pequenas editoras. Há espaço
para todos e para tudo, até para a má literatura que, nem por isso, deve ser
excomungada. Mas acima de tudo, confesso, tenho saudades dos tempos em que
abrir uma caixa de livros depreendia sempre que alguém dissesse “uau!”.
Tenho apenas uma coisa a dizer
17 de janeiro de 2014
Nota pós-catártica - O que vale é que todos
sabemos que isto não passa no Constitucional, sob risco de sermos condenados
pelo Tribunal Europeu por desrespeito à Carta de Direitos Fundamentais. E é
isso que me incomoda, mais do que tudo o resto... se existe uma declaração do
Tribunal Europeu a dizer que Portugal está a desrespeita-la porque se insiste
nesse desrespeito? É esta absoluta incoerência que me assusta. O que não
entendo, e não entenderei por mais voltas que dê à cabeça, é o motivo porque a
maioria dos deputados do PSD alinhou com esta proposta e, pior, votou a favor
da disciplina de voto.
O referendo não passará, o que isto faz é
apenas adiar um pouco mais a concretização plena dos direitos das famílias. Mas
não deixa de ser preocupante – e a mim como cidadã deixa-me envergonhada – esta
triste manifestação de ignorância hoje aprovada na Assembleia da República.
Notas pós-catártica em jeito de vingança – Na
página de youtube do projecto “Tudo vai melhorar” (a representação portuguesa do It Gets Better Project).” está uma declaração de Hugo Soares – o demoníaco
dirigente da JSD – Quanto a vocês não sei mas eu não quero
ouvir o que aquele senhor tem a dizer sobretudo quando aquilo que faz vai
totalmente contra aquilo em que diz que acredita.
Referendos e disciplina de voto
16 de janeiro de 2014
Que belos parceiros temos na perpetuação de
um incumprimento da convenção europeia dos direitos humanos: Rússia, Roménia e
Ucrânia... O líder da JSD que propõe referendo sobre esta matéria deve ter
sonhos molhados sobre a sua escalada rumo ao lugar de Primeiro Ministro.
Grunf!
13 de janeiro de 2014
Fico contente porque o Ronaldo ganhou. Genuinamente contente. O rapaz merecia. Agora... 1h45m de
telejornal sobre o assunto e só se faz menção aos prémios ganhos por homens?
Então e a melhor treinadora - queria ter visto muito homem a fazer o que ela
fez - e a melhor jogadora? Sinceramente...
Das tempestades
7 de janeiro de 2014
A primeira vez que nos encontrámos – um destes dias conto
a história – foi aqui. Tem sido com alguma preocupação que temos visto o nosso
farol a ser fustigado desta forma.
Farewell Putchi
6 de janeiro de 2014
Rais ta parta cãoTraste de um raio que não sabia que ia
sentir tanto a tua falta! Coisinha mais mal humorada... e mais fofa. See you
around.
Hello 2014!!
Uma das resoluções de ano
novo, na verdade a única, é alugar os nossos vizinhos para fazer animação de
festas populares e demais eventos que depreendam a expulsão de demónios e outras entidades mafarricas. Talvez assim consigamos amealhar para ir a
Londres. Alguém interessado? Têm bom ritmo...
Resoluções de ano novo
30 de dezembro de 2013
Tenho um amigo de longa data que, sempre que estamos
juntos, me diz: “Ah e tal, tens de te cumprir!”.
Pois sim...
A ver vamos...
Rollin pardais
25 de dezembro de 2013
Mas, a respeito do vídeo das renas gordas, os animais
redondos existem. Um amigo nosso fotografou estes pardais numa esplanada do
Macdonald’s em Madrid. Nunca vi pardais tão gordos... dá que pensar, não?
Está quase
23 de dezembro de 2013
Bom bom, é termos uma senhoria fofinha que nos convida para passarmos o Natal com ela
e me vai fazer aletria.
Somewhere Only We Know
22 de dezembro de 2013
Estamos pelos cabelinhos. Ela. Eu. Os meus
colegas. As colegas dela. Há um momento em que paramos e nada faz sentido. Em
que todo o espírito de Natal – ou o que quer que seja que se lhe aproxime – se esvai
porque não há cuidado na forma como nos tratamos e como nos tratam.
Andam à solta. . .
20 de dezembro de 2013
Houve ali um momento de antecipação. A
cliente deve ter percebido a alteração do meu olhar, warm and kind, para frio metálico e aposto
que lhe passou pela cabeça que eu, não tardava, lhe atiraria com o livro à
testa. A mim passou-me pela cabeça. Uma imagem linda, de absoluta libertação.
Com que então queria trocar o livro porque
chegou a casa e reparou que ele estava... ondulado. Ondulado!... E de certeza
absoluta que tínhamos sido nós a fazer alguma coisa ao livro... sim, porque
nós, todos os dias de manhã, enrolamos as páginas dos livros porque gostamos de
literatura aos caracóis... e isso porque ainda não nos deu para os prémios
nóbel com madeixas...
Ondulado. E queria trocar. Por outro. Que não
estivesse... ondulado...
Respirei fundo... e fiz-lhe uma nota de
encomenda.
Susan Sontag
17 de dezembro de 2013
A questão que mais me assalta e que já me
assaltou aquando da leitura do primeiro volume de diários de Susan Sontag, é o
que passará pela cabeça do filho – a quem coube a tarefa de os editar – ao confrontar-se
com esta versão, às vezes tão despida, da sua mãe. São páginas cheias de
anotações de carácter académico – muitas das quais quase indecifráveis para mim
– mas também de considerações pessoais, dolorosas, profundamente humanas e que
revelam uma pessoa com uma consciência muito acutilante das suas próprias
falhas, muito céptica não da sua capacidade de amar mas de ser amada, tão presa
aos escombros da infelicidade que lhe provocavam as mulheres com quem se
relacionava e de quem, de uma forma ou de outra, nunca se sentia à altura.
Ao mesmo tempo que não invejo a tarefa do filho
de Susan Sontag, invejo-o. Para um filho, compreender um pai é a tarefa a que
se dedica com mais resistência, sobretudo porque essa intenção – a de perceber
e, acto contínuo, perdoar – tem de partir da aceitação das suas próprias falhas
e dos seus próprios erros e da capacidade de acolher o outro com todas as suas
fragilidades e incongruências. O que, naturalmente, não é fácil. Sobretudo
quando levámos uma vida inteira a acreditar que aquilo que víamos era aquilo
que eles realmente eram.
Still a Grinch. . .
16 de dezembro de 2013
... mas um bocadinho mais soft. O suficiente
para fazer a árvore de Natal e dar-me conta de que o nosso presépio está cheio
de ovelhas e de cabras mas que continuam a faltar uma vaca e um burro...
Adenda: Em conversa com a Isabel e depois de concordarmos que este ano não vamos gastar mais dinheiro com presépios - tínhamos comprado três novos acrescentos e esquecemo-nos deles algures no Ikea - para o ano vamos comprar duas Marias, uma vaca e uma burra e vamos tentar desencantar três rainhas magas (ou transvestir os reis) para animar a coisa.
Fazes-me falta
15 de dezembro de 2013
A minha mãe faria hoje 68
anos. E ainda que sinta muita falta da minha melhor amiga e da cumplicidade
que, nós os filhos, tínhamos com ela; hoje não me assombra o pesar. Persiste
esta suave sensação de alegria por ter existido na minha vida esta mulher que
me deu vida e que me ensinou do mundo aquilo que realmente importa. Essa foi a
minha sorte e esse é o meu legado. Por isso, sem ladainhas e sem o sobrolho
carregado de saudade, parabéns Maria. Parabéns, minha mãe.
Piegas
11 de dezembro de 2013
Doente, com uma constipação de caixão à cova, e sozinha
em casa. Ainda pensei em fazer a árvore de Natal mas miserável como me sinto o
mais provável era deixar inválidos todos os animais do presépio. Vou ficar para
aqui a tossir as minhas mágoas com a esperança de que ela venha a voar do
trabalho para me dar miminhos... e o jantar...
Nunca mais acaba. . .
10 de dezembro de 2013
Farta, fartinha. Fartinha,
farta. E ainda falta tanto...
... será que se fizer a
àrvore de Natal cá em casa o espirito da coisa desce?
Mesmo com ovelhas que têm
as pernas partidas?
Tecnologias
Hoje, a cliente que a minha colega estava a
atender perguntou-lhe onde tínhamos a caixa multibanco mais próxima para efectuar um levantamento de dinheiro e assim poder pagar os livros porque o chispe
dela não estava funcionar nos nossos terminais de pagamento.
O estranho da vida se contar em décadas. . .
23 de novembro de 2013
... mas tudo parecer que ainda foi ontem...
Arte dramática
LOL! A parte do blurrrrrrbbbbbbbb (ou
whatever sound that is, aos 2:10)... eu faço isso... à Isabel... e ela nem por isso...
gosta... hum... ah! ah! Mas é tão
giro...
Se chover faço birra!!
10 de novembro de 2013
Ai... quando era pequena não entendia muito
bem a obsessão com que a minha mãe espreitava o céu e ia a correr pôr a roupa a
lavar para depois passar o tempo a ver quando ela secava ou, pelo menos, secava
o suficiente para se pode passar a ferro. Agora, ainda que não espreite o céu mas veja
obsessivamente as previsões do tempo, compreendo-a perfeitamente. Não há nada
que me irrite mais e me deixe mais desconsolada do que toalhas a cheirar a cão
da serra depois de dois ou três dias no estendal...
Portugal no seu melhor
8 de novembro de 2013
Acho que andamos todos um bocadinho
descontrolados. O que se passa no País é razão mais do que suficiente para uma
neurose colectiva mas creio que esta ameaça escalar rapidamente para um estado
de bipolaridade que me parece que, a longo prazo, degenerará numa sociedade mais
intolerante e com pouca capacidade critica.
Disparamos em todas as direcções menos
naquelas que interessam. Crucificamos Pepas e Margaridas Rebelos Pinto tontas a quem saltam
da boca palavras infelizes e deixamos passar incólume um Secretário de Estado
que diz não acreditar que num Centro de Emprego tivesse sido oferecido a uma
Pós-Graduada um estágio num cabeleireiro e que a tal acontecer isso só
significaria que o Instituto estava a prestar um mau serviço ao País. O que o deixava envergonhado.
Do baú
7 de novembro de 2013
A experimentar filtros novos em fotografias
antigas. Ao olhar para elas lembro-me do riso daquela tarde. Sempre o riso. O
meu riso atrás da câmara, o riso das modelos a quem se pedia que fizessem cara
séria e o riso da minha prima. Uma risota imensa que ecoa doce. Lá longe.
As imagens têm data mas o trabalho da primita, esse, é intemporal.
Sobre honra
4 de novembro de 2013
O Putin já veio dizer que
são todos bem vindos mas palavras leva-as o vento. E com uma das Pussy Riot
desaparecida – perdida pelo caminho enquanto mudava de prisão – as palavras
contam ainda menos.
Super-Homem
O melhor Super-Homem depois de Christopher Reeve e o melhor
filme de sempre sobre o Super-Homem. A sério!






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