Spring is coming?
7 de março de 2014
O que se faz no primeiro dia em que o sol realmente aquece e
em que, depois de meses a fio, não cai nesta cidade uma única gota de chuva?
Abrem-se as janelas todas e limpa-se a casa como deve ser. Por momentos tive
medo de que o cotão ganha-se vida...
Fui roubar o Ólafur à vizinhança, que é sempre de muito bom gosto. :)
Vizinhos
21 de fevereiro de 2014
O bom
de se viver numa espécie de aldeia dentro da cidade é que posso pedir ao Srº Fernando, o merceeiro, que diga à Isabel – caso ela entre - que já comprei pão.
Ladies Night | Concussion
Este era outro filme de que estavamos à espera e que agora
está disponível para adquir por meios menos legais mas sem dúvida democráticos.
Power to the people!!
Flores raras almejando a lua
20 de fevereiro de 2014
Acabámos de ver e adorámos.
Como filme, apesar de omitir algumas partes que teria sido interessante
observar, é perfeito. Uma fotografia bela, interpretações incríveis e cenários
maravilhosos.
É uma ode ao amor. Ao amor
expresso em toda a paleta de cores. Ao amor que salva e que, lamentavelmente,
também destrói.
E agora é Beck para aqui, Beck para ali. . .
18 de fevereiro de 2014
... e uma mulher começa a ficar com ciúmes.
Da vergonha
8 de fevereiro de 2014
Pela primeira vez desde que estou nesta cidade – e já lá
vão 20 anos entre os tripeiros – sinto vergonha daquilo que “exportámos”.
Tinha-o em conta de melhor pessoa e de melhor bispo. De melhor homem.
To Russia with love
Anuncio que passou na TV Norueguesa durante a transmissão
da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Grammys & LGBT Love
27 de janeiro de 2014
Ouvi falar deste momento na Rádio Comercial e, de facto,
é tudo o que disseram.
Migrações
24 de janeiro de 2014
Confesso que, depois de durante quase 8 anos
ter visto a Leya produzir lixo e ter visto as livrarias – a minha incluída - tão cheias de nada, me apazigua um pouco esta
migração que tem vindo a ocorrer de alguns bons autores para outras boas
editoras. Também me apazigua verificar que ultimamente, apesar de tudo, se tem
notado uma melhor escolha nas opções editoriais e que o mercado tem recebido
livros e autores com um pouco mais de qualidade. Mais me apazigua reconhecer que ao contrário
do que muitos profetizavam e do que eu temia, as pequenas editoras não só
conseguiram sobreviver como se impuseram como alternativa aos blockbusters
editoriais. A Tinta da China, a Relógio D’Água e sim, a Quetzal – apesar do
Francisco José Viegas que merecia todo um post menos abonatório - são, de
todas, alguns dos melhores exemplos. Alguns dos melhores livros que li na
última década chegaram-me pelas suas chancelas.
Claro que não quero que a Leya colapse, até
porque isso significaria a ruína das editoras que fazem parte do grupo mas já
ficava contente se a Leya voltasse a funcionar como um grupo editorial e
cumprisse aí os requesitos mínimos e, por exemplo, ao invés de deixar esgotar
os livros do Plano Nacional de Leitura antecipasse as necessidades do mercado.
É que as escolas nem por isso alteram muitos os programas de ano para ano... o
que significa que não há outra ciência a pôr em prática para além da de se
estar preparado...
Com a Leya a resvalar, a Porto Editora está a transformar-se no
grande elefante editorial português e tem vindo a assimilar de forma cada vez
menos discreta os bons autores. Não me admirava se Saramago fosse o próximo. Claro que existe sempre o risco de a montanha
parir um rato mas a verdade é que quando olhamos para este grupo vemos também
uma família que sempre se dedicou aos livros e que os conhece como ninguém e
que, sobretudo – sobretudo – os respeita;
por isso, aquilo que podemos esperar é
que estejam e fiquem em boas mãos.
Como livreira e como leitora o que quero é
que exista uma convivência salutar entre grandes e pequenas editoras. Há espaço
para todos e para tudo, até para a má literatura que, nem por isso, deve ser
excomungada. Mas acima de tudo, confesso, tenho saudades dos tempos em que
abrir uma caixa de livros depreendia sempre que alguém dissesse “uau!”.
Tenho apenas uma coisa a dizer
17 de janeiro de 2014
Nota pós-catártica - O que vale é que todos
sabemos que isto não passa no Constitucional, sob risco de sermos condenados
pelo Tribunal Europeu por desrespeito à Carta de Direitos Fundamentais. E é
isso que me incomoda, mais do que tudo o resto... se existe uma declaração do
Tribunal Europeu a dizer que Portugal está a desrespeita-la porque se insiste
nesse desrespeito? É esta absoluta incoerência que me assusta. O que não
entendo, e não entenderei por mais voltas que dê à cabeça, é o motivo porque a
maioria dos deputados do PSD alinhou com esta proposta e, pior, votou a favor
da disciplina de voto.
O referendo não passará, o que isto faz é
apenas adiar um pouco mais a concretização plena dos direitos das famílias. Mas
não deixa de ser preocupante – e a mim como cidadã deixa-me envergonhada – esta
triste manifestação de ignorância hoje aprovada na Assembleia da República.
Notas pós-catártica em jeito de vingança – Na
página de youtube do projecto “Tudo vai melhorar” (a representação portuguesa do It Gets Better Project).” está uma declaração de Hugo Soares – o demoníaco
dirigente da JSD – Quanto a vocês não sei mas eu não quero
ouvir o que aquele senhor tem a dizer sobretudo quando aquilo que faz vai
totalmente contra aquilo em que diz que acredita.
Referendos e disciplina de voto
16 de janeiro de 2014
Que belos parceiros temos na perpetuação de
um incumprimento da convenção europeia dos direitos humanos: Rússia, Roménia e
Ucrânia... O líder da JSD que propõe referendo sobre esta matéria deve ter
sonhos molhados sobre a sua escalada rumo ao lugar de Primeiro Ministro.
Grunf!
13 de janeiro de 2014
Fico contente porque o Ronaldo ganhou. Genuinamente contente. O rapaz merecia. Agora... 1h45m de
telejornal sobre o assunto e só se faz menção aos prémios ganhos por homens?
Então e a melhor treinadora - queria ter visto muito homem a fazer o que ela
fez - e a melhor jogadora? Sinceramente...
Das tempestades
7 de janeiro de 2014
A primeira vez que nos encontrámos – um destes dias conto
a história – foi aqui. Tem sido com alguma preocupação que temos visto o nosso
farol a ser fustigado desta forma.
Farewell Putchi
6 de janeiro de 2014
Rais ta parta cãoTraste de um raio que não sabia que ia
sentir tanto a tua falta! Coisinha mais mal humorada... e mais fofa. See you
around.
Hello 2014!!
Uma das resoluções de ano
novo, na verdade a única, é alugar os nossos vizinhos para fazer animação de
festas populares e demais eventos que depreendam a expulsão de demónios e outras entidades mafarricas. Talvez assim consigamos amealhar para ir a
Londres. Alguém interessado? Têm bom ritmo...
Resoluções de ano novo
30 de dezembro de 2013
Tenho um amigo de longa data que, sempre que estamos
juntos, me diz: “Ah e tal, tens de te cumprir!”.
Pois sim...
A ver vamos...
Rollin pardais
25 de dezembro de 2013
Mas, a respeito do vídeo das renas gordas, os animais
redondos existem. Um amigo nosso fotografou estes pardais numa esplanada do
Macdonald’s em Madrid. Nunca vi pardais tão gordos... dá que pensar, não?
Está quase
23 de dezembro de 2013
Bom bom, é termos uma senhoria fofinha que nos convida para passarmos o Natal com ela
e me vai fazer aletria.
Somewhere Only We Know
22 de dezembro de 2013
Estamos pelos cabelinhos. Ela. Eu. Os meus
colegas. As colegas dela. Há um momento em que paramos e nada faz sentido. Em
que todo o espírito de Natal – ou o que quer que seja que se lhe aproxime – se esvai
porque não há cuidado na forma como nos tratamos e como nos tratam.
Andam à solta. . .
20 de dezembro de 2013
Houve ali um momento de antecipação. A
cliente deve ter percebido a alteração do meu olhar, warm and kind, para frio metálico e aposto
que lhe passou pela cabeça que eu, não tardava, lhe atiraria com o livro à
testa. A mim passou-me pela cabeça. Uma imagem linda, de absoluta libertação.
Com que então queria trocar o livro porque
chegou a casa e reparou que ele estava... ondulado. Ondulado!... E de certeza
absoluta que tínhamos sido nós a fazer alguma coisa ao livro... sim, porque
nós, todos os dias de manhã, enrolamos as páginas dos livros porque gostamos de
literatura aos caracóis... e isso porque ainda não nos deu para os prémios
nóbel com madeixas...
Ondulado. E queria trocar. Por outro. Que não
estivesse... ondulado...
Respirei fundo... e fiz-lhe uma nota de
encomenda.
Susan Sontag
17 de dezembro de 2013
A questão que mais me assalta e que já me
assaltou aquando da leitura do primeiro volume de diários de Susan Sontag, é o
que passará pela cabeça do filho – a quem coube a tarefa de os editar – ao confrontar-se
com esta versão, às vezes tão despida, da sua mãe. São páginas cheias de
anotações de carácter académico – muitas das quais quase indecifráveis para mim
– mas também de considerações pessoais, dolorosas, profundamente humanas e que
revelam uma pessoa com uma consciência muito acutilante das suas próprias
falhas, muito céptica não da sua capacidade de amar mas de ser amada, tão presa
aos escombros da infelicidade que lhe provocavam as mulheres com quem se
relacionava e de quem, de uma forma ou de outra, nunca se sentia à altura.
Ao mesmo tempo que não invejo a tarefa do filho
de Susan Sontag, invejo-o. Para um filho, compreender um pai é a tarefa a que
se dedica com mais resistência, sobretudo porque essa intenção – a de perceber
e, acto contínuo, perdoar – tem de partir da aceitação das suas próprias falhas
e dos seus próprios erros e da capacidade de acolher o outro com todas as suas
fragilidades e incongruências. O que, naturalmente, não é fácil. Sobretudo
quando levámos uma vida inteira a acreditar que aquilo que víamos era aquilo
que eles realmente eram.









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