Canis rabidus

28 de março de 2014

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As discussões sobre o Acordo Ortográfico aborrecem-me, sobretudo porque acho que não vem mal ao mundo - nem à minha identidade - por se implementar. Não tento impor a minha opinião e até considero válidos os argumentos de quem se opõe. Toda a gente tem razão e ninguém a tem.

Agora, estar quase três quartos de hora a ouvir uma cliente que é contra e que "discute" comigo como se a culpada fosse eu... já ultrapassa em muito o estado de aborrecimento que a questão me causa. Quando a senhora começou a declinar do Latim para corrobar a sua posição, juro que me apeteceu chorar.

Working girl

25 de março de 2014

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Não me custa regressar ao trabalho - gosto do trabalho - mas custa-me ter de voltar a incluir-me no seio de uma rotina que me suga a energia por não ser fluída e estar, mais vezes do que não, emperrada na falta de uma direcção conjunta e empenho real no sucesso colectivo. 

Só de pensar nisso fico já de trombas.

De cavalo para burro no código genético

24 de março de 2014

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“Seguindo o modelo Francês, os códigos penais que vigoraram em Portugal no séc. XIX descriminalizaram as práticas homossexuais, quer de homens quer de mulheres. Apenas havia punição quando as mesmas envolviam “ultrage publico ao pudor”, entrando nos crimes contra a honestidade. [...]

Paradoxalmente, a 20 de Junho de 1912, a recém-proclamada República – tão inovadora e progressiva em determinados domínios – introduziu uma medida legislativa que dizia o seguinte: “Será condenado em prisão correccional dum mês a um ano: 1ª – Aquele que se entregue à prática de vícios contra a natureza.“ A primeira reincidência era punida com prisão de seis meses a dois anos e a segunda levava à equiparação ao crime de vadiagem”


In "Filhas de Safo" de Paulo Drummond Braga

Regressos

21 de março de 2014

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"Canteiro" na Rua das Flores


Ontem, depois de muitos meses de reclusão, saímos para passear e fomos até à Ribeira. Fartei-me de resmungar por causa dos barcos da Douro Azul que, pura e simplesmente, tapam a vista do rio – para que raio precisa o Douro de tantos barcos e porque raio têm de estar todos no cais da Ribeira?!?!? – mas, apesar desse pequeno contratempo, foi bom ter visto que o Porto continua a mexer e a transformar-se, pouco a pouco, numa cidade mais colorida e people friendly. As obras na Rua das Flores vão deixar o espaço absolutamente fantástico. 

Subtexto

18 de março de 2014

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Depois de muito ter lido sobre o Frozen, tanto opiniões que o defendem como o filme mais gay da Disney como aquelas que o acusam de tentar "homossexualizar" as crianças, ontem vi o filme. E... ok... é muito giro, sim... mas nem por isso assim tão ''gay evident'' ou potencialmente diabólico. É, isso sim, à semelhança de Brave, um dos filmes mais feministas da Disney. 

Se alguma coisa transpira das suas entrelinhas é que as Princesas da Disney se estão a libertar das amarras de uma sociedade patriarcal e já não precisam do ''happy ever after'' ao lado do Príncipe Encantado. Deixaram de ser frágeis e valem por elas mesmas. O filme transmite uma mensagem que é universal daí que cada um veja o que quer e que melhor lhe encaixa; é um filme que, mais do que ter um subtexto, permite muitas leituras... e todas são válidas. Menos a diabólica, claro...

Mais do que o coming out da Rainha de Gelo como personagem gay o filme acompanha o coming out da Rainha como mulher. Como uma mulher que descobre que não tem porque seguir as regras estipuladas - e que a encarceram entre os limites da moral e dos bons costumes - quando pode ditar as suas próprias leis e continuar, apesar disso, a ser amada e respeitada. A Disney hasteia com esta personagem e com este filme a bandeira da emancipação feminina e ao não se fazer esta leitura - tão expressa a olho nu - então o essencial ficou por entender. 

O problema com o subtexto é que, grosso modo, não existe; uma Rainha só não é sinónimo de uma Rainha gay, não é isso que uma menina vai entender quando vir o filme e em abono da verdade essa leitura é um pouco redutora. O que as crianças vão entender e é esta a mensagem que importa transmitir e perceber, é que não devem temer o que as torna diferentes e que devem ter orgulho em serem como são. Que nem sempre têm de se moldar ao que está imposto e que têm o direito de expressarem todo o seu potencial. Porque só o fazendo poderão encontrar o seu lugar no mundo. 

Em última instância, Frozen é - também - um filme contra o bullying. Mas é, sobretudo, um filme sobre o ''woman power''. A Disney reconhece que uma mulher pode ser Rainha sozinha sem que, para isso, tenha de ser má ou tenha de manifestar o seu poder com base nos modelos masculinos.

Quanto a mim, mereceu o Oscar.

Go the distance

16 de março de 2014

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De férias e amanhã de regresso a “casa” e aos meus homens. A viagem sempre pontuada por uma tensão que só me liberta quando chego...

                      
                                             ... a tua falta ainda não me habituada. 

Louis Vuitton

15 de março de 2014

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Não gastava o meu dinheiro numa mas a inclusão é de muito bom gosto.

Orgulhosamente sós

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Salazar estaria muito orgulhoso do seu séquito, principalmente daqueles que viraram o bico ao prego. Quando todo o mundo – pelo menos o ocidental – pula e avança cá vamos ficando nós para trás, ofuscados pela nossa própria ignorância. Se isto é uma democracia...

Genial Clã

13 de março de 2014

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Blood Orange

12 de março de 2014

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Shakira, shakira

7 de março de 2014

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Enfim, admito, tem a sua piada. 

Spring is coming?

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O que se faz no primeiro dia em que o sol realmente aquece e em que, depois de meses a fio, não cai nesta cidade uma única gota de chuva? Abrem-se as janelas todas e limpa-se a casa como deve ser. Por momentos tive medo de que o cotão ganha-se vida... 

Fui roubar o Ólafur à vizinhança, que é sempre de muito bom gosto. :)

Encontrou-se unicórnio

27 de fevereiro de 2014

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Devolve-se a quem provar que lhe pertence... 
...ou não.

Coldplay by night

25 de fevereiro de 2014

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Vizinhos

21 de fevereiro de 2014

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O bom de se viver numa espécie de aldeia dentro da cidade é que posso pedir ao Srº Fernando, o merceeiro, que diga à Isabel – caso ela entre - que já comprei pão.

Ladies Night | Concussion

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Este era outro filme de que estavamos à espera e que agora está disponível para adquir por meios menos legais mas sem dúvida democráticos. Power to the people!!


Flores raras almejando a lua

20 de fevereiro de 2014

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Acabámos de ver e adorámos. Como filme, apesar de omitir algumas partes que teria sido interessante observar, é perfeito. Uma fotografia bela, interpretações incríveis e cenários maravilhosos.

É uma ode ao amor. Ao amor expresso em toda a paleta de cores. Ao amor que salva e que, lamentavelmente, também destrói. 

E agora é Beck para aqui, Beck para ali. . .

18 de fevereiro de 2014

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... e uma mulher começa a ficar com ciúmes.

E eis senão quando. . .

16 de fevereiro de 2014

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Be the change

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Uma pessoa fica mesmo com vontade de lhe dar um abracinho.

Fragments

15 de fevereiro de 2014

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Estão contratados para o meu casamento

14 de fevereiro de 2014

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Parabéns Porto! ! !

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Que venham muitos turistas para que a Isabel possa vender muito vinho da terra!

Um daqueles dias. . .

13 de fevereiro de 2014

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... em que uma mulher se pergunta que mal é fez a Deus para acabar a aturar tantos paspalhos...

Valentine

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Alternate world

10 de fevereiro de 2014

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Vou-lhe fazer uma visita

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Russian Kiss

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Os Suecos a deitarem achas na fogueira. 

Freiras radicais

9 de fevereiro de 2014

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Estou a ler este livro, que foi prefaciado por esta pessoa e hoje ouvi isto. Uma pessoa toma-se logo de esperança.

Da vergonha

8 de fevereiro de 2014

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Pela primeira vez desde que estou nesta cidade – e já lá vão 20 anos entre os tripeiros – sinto vergonha daquilo que “exportámos”. Tinha-o em conta de melhor pessoa e de melhor bispo. De melhor homem. 

To Russia with love

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Anuncio que passou na TV Norueguesa durante a transmissão da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno. 

Tomar posição para o mundo mudar

7 de fevereiro de 2014

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… ou, pelo menos, acreditar que é possível...

Até parece

28 de janeiro de 2014

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Grammys & LGBT Love

27 de janeiro de 2014

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Ouvi falar deste momento na Rádio Comercial e, de facto, é tudo o que disseram. 

Migrações

24 de janeiro de 2014

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Confesso que, depois de durante quase 8 anos ter visto a Leya produzir lixo e ter visto  as livrarias – a minha incluída -  tão cheias de nada, me apazigua um pouco esta migração que tem vindo a ocorrer de alguns bons autores para outras boas editoras. Também me apazigua verificar que ultimamente, apesar de tudo, se tem notado uma melhor escolha nas opções editoriais e que o mercado tem recebido livros e autores com um pouco mais de qualidade.  Mais me apazigua reconhecer que ao contrário do que muitos profetizavam e do que eu temia, as pequenas editoras não só conseguiram sobreviver como se impuseram como alternativa aos blockbusters editoriais. A Tinta da China, a Relógio D’Água e sim, a Quetzal – apesar do Francisco José Viegas que merecia todo um post menos abonatório - são, de todas, alguns dos melhores exemplos. Alguns dos melhores livros que li na última década chegaram-me pelas suas chancelas.

Claro que não quero que a Leya colapse, até porque isso significaria a ruína das editoras que fazem parte do grupo mas já ficava contente se a Leya voltasse a funcionar como um grupo editorial e cumprisse aí os requesitos mínimos e, por exemplo, ao invés de deixar esgotar os livros do Plano Nacional de Leitura antecipasse as necessidades do mercado. É que as escolas nem por isso alteram muitos os programas de ano para ano... o que significa que não há outra ciência a pôr em prática para além da de se estar preparado...

Com a Leya a resvalar,  a Porto Editora está a transformar-se no grande elefante editorial português e tem vindo a assimilar de forma cada vez menos discreta os bons autores. Não me admirava se Saramago fosse o próximo.  Claro que existe sempre o risco de a montanha parir um rato mas a verdade é que quando olhamos para este grupo vemos também uma família que sempre se dedicou aos livros e que os conhece como ninguém e que, sobretudo – sobretudo – os respeita;  por isso, aquilo que podemos esperar é que estejam e fiquem em boas mãos.

Como livreira e como leitora o que quero é que exista uma convivência salutar entre grandes e pequenas editoras. Há espaço para todos e para tudo, até para a má literatura que, nem por isso, deve ser excomungada. Mas acima de tudo, confesso, tenho saudades dos tempos em que abrir uma caixa de livros depreendia sempre que alguém dissesse  “uau!”.

Parece-me bem

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Beauty

22 de janeiro de 2014

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Sick

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Tão verdade, tão verdade que agora estamos as duas doentes... 

Tenho apenas uma coisa a dizer

17 de janeiro de 2014

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Nota pós-catártica - O que vale é que todos sabemos que isto não passa no Constitucional, sob risco de sermos condenados pelo Tribunal Europeu por desrespeito à Carta de Direitos Fundamentais. E é isso que me incomoda, mais do que tudo o resto... se existe uma declaração do Tribunal Europeu a dizer que Portugal está a desrespeita-la porque se insiste nesse desrespeito? É esta absoluta incoerência que me assusta. O que não entendo, e não entenderei por mais voltas que dê à cabeça, é o motivo porque a maioria dos deputados do PSD alinhou com esta proposta e, pior, votou a favor da disciplina de voto.

O referendo não passará, o que isto faz é apenas adiar um pouco mais a concretização plena dos direitos das famílias. Mas não deixa de ser preocupante – e a mim como cidadã deixa-me envergonhada – esta triste manifestação de ignorância hoje aprovada na Assembleia da República. 


Notas pós-catártica em jeito de vingança – Na página de youtube do projecto “Tudo vai melhorar” (a representação portuguesa do It Gets Better Project).” está uma declaração de Hugo Soares – o demoníaco dirigente da JSD –  Quanto a vocês não sei mas eu não quero ouvir o que aquele senhor tem a dizer sobretudo quando aquilo que faz vai totalmente contra aquilo em que diz que acredita. 

Referendos e disciplina de voto

16 de janeiro de 2014

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Que belos parceiros temos na perpetuação de um incumprimento da convenção europeia dos direitos humanos: Rússia, Roménia e Ucrânia... O líder da JSD que propõe referendo sobre esta matéria deve ter sonhos molhados sobre a sua escalada rumo ao lugar de Primeiro Ministro.

So that you know

15 de janeiro de 2014

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Grunf!

13 de janeiro de 2014

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Fico contente porque o Ronaldo ganhou. Genuinamente contente. O rapaz merecia. Agora... 1h45m de telejornal sobre o assunto e só se faz menção aos prémios ganhos por homens? Então e a melhor treinadora - queria ter visto muito homem a fazer o que ela fez - e a melhor jogadora? Sinceramente... 

Das tempestades

7 de janeiro de 2014

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A primeira vez que nos encontrámos – um destes dias conto a história – foi aqui. Tem sido com alguma preocupação que temos visto o nosso farol a ser fustigado desta forma

Farewell Putchi

6 de janeiro de 2014

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Rais ta parta cãoTraste de um raio que não sabia que ia sentir tanto a tua falta! Coisinha mais mal humorada... e mais fofa. See you around. 

Carta de boas intenções

2 de janeiro de 2014

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Respirar. A minha resolução para 2014 é respirar.