Sweet sin
16 de abril de 2014
Para pecar com amigos ou só
com a cara metade. Dos melhores pecados da vida.
Para os devidos efeitos a
culpa é do Peter Café da Ribeira do Porto. Quem os manda ter sempre coisas tão
boas?
You are what you are, allow yourself to be
15 de abril de 2014
Parece que estou a entrar
numa fase de “Here I am, fuck u all”, como se tivesse descoberto a cabra
secreta que existe em mim. Mas dessas pequeninas e fofinhas, teimosas, que
saltam para onde lhes dizem para não ir porque não conseguem ou vão cair. Pois que
caia. Cair também é voar.
My sweet mad man
Engordei três quilos - sou um Obelix em miniatura - mas o Srº Nascimento diz que estou
mais elegante do que nunca.
Também deve ver mal, coitado.
A liberdade de não se definir
14 de abril de 2014
Vejam isto que é muito
interessante mas não leiam os comentários do facebook se não quiserem ficar com
uma crise de fígado. As respostas positivas foram muito superiores às negativas
mas uma pessoa rapidamente perde as estribeiras e fica com vontade de correr
toda a gente à estalada. Ou pior... entalar-lhes os dedinhos na gaveta da cozinha...
chegar-lhes a torradeira...
O irritante aqui nem é tanto
o preconceito, a forma como as pessoas exibem voluntariamente a sua ignorância
e ainda acham graça à sua própria estupidez; o irritante foi haver tantas mulheres a
comentarem de forma absurda e a fazerem a pergunta idiota “mas o que é que isto tem
a ver com o 25 de Abril?” Não é de lhes deixar cair um martelo no dedo grande
do pé?
Antenas de fora
8 de abril de 2014
Foram umas semanas um pouco intensas. As minhas férias.
As minhas férias das férias com visitas de Barcelona e passeios a Guimarães. Os
42 anos da Isabel. O esquentador novamente avariado e banhos à gato. Trabalho a
rebentar pelas costuras e uma semana sem ela – que a foi passar com a família a
Castelo Branco.
Hoje está sol, lavo a roupa – que acho que se reproduziu
no cesto - e espero que a Rodoviária Nacional a traga de regresso a casa.
Canis rabidus
28 de março de 2014
As discussões sobre o Acordo Ortográfico aborrecem-me,
sobretudo porque acho que não vem mal ao mundo - nem à minha identidade - por
se implementar. Não tento impor a minha opinião e até considero válidos os
argumentos de quem se opõe. Toda a gente tem razão e ninguém a tem.
Working girl
25 de março de 2014
Não me custa regressar ao trabalho - gosto do trabalho - mas custa-me ter
de voltar a incluir-me no seio de uma rotina que me suga a energia por não ser
fluída e estar, mais vezes do que não, emperrada na falta de uma direcção
conjunta e empenho real no sucesso colectivo.
Só de pensar nisso fico já de
trombas.
De cavalo para burro no código genético
24 de março de 2014
“Seguindo o modelo Francês, os códigos penais que
vigoraram em Portugal no séc. XIX
descriminalizaram as práticas homossexuais, quer de homens quer de mulheres.
Apenas havia punição quando as mesmas envolviam “ultrage publico ao pudor”,
entrando nos crimes contra a honestidade. [...]
Paradoxalmente, a 20 de Junho de 1912, a recém-proclamada
República – tão inovadora e progressiva em determinados domínios – introduziu uma
medida legislativa que dizia o seguinte: “Será condenado em prisão correccional
dum mês a um ano: 1ª – Aquele que se entregue à prática de vícios contra a
natureza.“ A primeira reincidência era punida com prisão de seis meses a dois
anos e a segunda levava à equiparação ao crime de vadiagem”
In "Filhas de Safo" de Paulo Drummond Braga
Regressos
21 de março de 2014
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| "Canteiro" na Rua das Flores |
Ontem, depois de muitos
meses de reclusão, saímos para passear e fomos até à Ribeira. Fartei-me de
resmungar por causa dos barcos da Douro Azul que, pura e simplesmente, tapam a
vista do rio – para que raio precisa o Douro de tantos barcos e porque raio têm
de estar todos no cais da Ribeira?!?!? – mas, apesar desse pequeno contratempo,
foi bom ter visto que o Porto continua a mexer e a transformar-se, pouco a pouco,
numa cidade mais colorida e people friendly. As obras na Rua das Flores vão
deixar o espaço absolutamente fantástico.
Subtexto
18 de março de 2014
Depois de muito ter lido sobre o Frozen,
tanto opiniões que o defendem como o filme mais gay da Disney como aquelas que
o acusam de tentar "homossexualizar" as crianças, ontem vi o filme. E... ok... é
muito giro, sim... mas nem por isso assim tão ''gay evident'' ou potencialmente
diabólico. É, isso sim, à semelhança de Brave, um dos filmes mais feministas da
Disney.
Se alguma coisa transpira das suas
entrelinhas é que as Princesas da Disney se estão a libertar das amarras de uma
sociedade patriarcal e já não precisam do ''happy ever after'' ao lado do
Príncipe Encantado. Deixaram de ser frágeis e valem por elas mesmas. O
filme transmite uma mensagem que é universal daí que cada um veja o que quer e
que melhor lhe encaixa; é um filme que, mais do que ter um subtexto, permite
muitas leituras... e todas são válidas. Menos a diabólica, claro...
Mais do que o coming out da Rainha de
Gelo como personagem gay o filme acompanha o coming out da Rainha como mulher.
Como uma mulher que descobre que não tem porque seguir as regras estipuladas -
e que a encarceram entre os limites da moral e dos bons costumes - quando pode
ditar as suas próprias leis e continuar, apesar disso, a ser amada e
respeitada. A Disney hasteia com esta personagem e com este filme a bandeira da
emancipação feminina e ao não se fazer esta leitura - tão expressa a olho nu -
então o essencial ficou por entender.
O problema com o subtexto é que, grosso modo, não existe; uma Rainha só não é sinónimo de uma Rainha gay, não é isso que uma menina vai entender quando vir o filme e em abono da verdade essa leitura é um pouco redutora. O que as crianças vão entender e é esta a mensagem que importa transmitir e perceber, é que não devem temer o que as torna diferentes e que devem ter orgulho em serem como são. Que nem sempre têm de se moldar ao que está imposto e que têm o direito de expressarem todo o seu potencial. Porque só o fazendo poderão encontrar o seu lugar no mundo.
O problema com o subtexto é que, grosso modo, não existe; uma Rainha só não é sinónimo de uma Rainha gay, não é isso que uma menina vai entender quando vir o filme e em abono da verdade essa leitura é um pouco redutora. O que as crianças vão entender e é esta a mensagem que importa transmitir e perceber, é que não devem temer o que as torna diferentes e que devem ter orgulho em serem como são. Que nem sempre têm de se moldar ao que está imposto e que têm o direito de expressarem todo o seu potencial. Porque só o fazendo poderão encontrar o seu lugar no mundo.
Em última instância, Frozen é - também -
um filme contra o bullying. Mas é, sobretudo, um filme sobre o ''woman power''.
A Disney reconhece que uma mulher pode ser Rainha sozinha sem que, para isso,
tenha de ser má ou tenha de manifestar o seu poder com base nos modelos masculinos.
Quanto a mim, mereceu o Oscar.
Quanto a mim, mereceu o Oscar.
Go the distance
16 de março de 2014
De férias e amanhã de regresso a “casa” e aos meus
homens. A viagem sempre pontuada por uma tensão que só me liberta quando chego...
... a tua falta ainda não me habituada.
Louis Vuitton
15 de março de 2014
Não gastava o meu dinheiro numa mas a inclusão é de muito
bom gosto.
Orgulhosamente sós
Salazar estaria muito orgulhoso do seu séquito, principalmente daqueles
que viraram o bico ao prego. Quando todo o mundo – pelo menos o ocidental –
pula e avança cá vamos ficando nós para trás, ofuscados pela nossa própria
ignorância. Se isto é uma democracia...
Spring is coming?
O que se faz no primeiro dia em que o sol realmente aquece e
em que, depois de meses a fio, não cai nesta cidade uma única gota de chuva?
Abrem-se as janelas todas e limpa-se a casa como deve ser. Por momentos tive
medo de que o cotão ganha-se vida...
Fui roubar o Ólafur à vizinhança, que é sempre de muito bom gosto. :)
Vizinhos
21 de fevereiro de 2014
O bom
de se viver numa espécie de aldeia dentro da cidade é que posso pedir ao Srº Fernando, o merceeiro, que diga à Isabel – caso ela entre - que já comprei pão.
Ladies Night | Concussion
Este era outro filme de que estavamos à espera e que agora
está disponível para adquir por meios menos legais mas sem dúvida democráticos.
Power to the people!!
Flores raras almejando a lua
20 de fevereiro de 2014
Acabámos de ver e adorámos.
Como filme, apesar de omitir algumas partes que teria sido interessante
observar, é perfeito. Uma fotografia bela, interpretações incríveis e cenários
maravilhosos.
É uma ode ao amor. Ao amor
expresso em toda a paleta de cores. Ao amor que salva e que, lamentavelmente,
também destrói.
E agora é Beck para aqui, Beck para ali. . .
18 de fevereiro de 2014
... e uma mulher começa a ficar com ciúmes.
Da vergonha
8 de fevereiro de 2014
Pela primeira vez desde que estou nesta cidade – e já lá
vão 20 anos entre os tripeiros – sinto vergonha daquilo que “exportámos”.
Tinha-o em conta de melhor pessoa e de melhor bispo. De melhor homem.
To Russia with love
Anuncio que passou na TV Norueguesa durante a transmissão
da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Grammys & LGBT Love
27 de janeiro de 2014
Ouvi falar deste momento na Rádio Comercial e, de facto,
é tudo o que disseram.
Migrações
24 de janeiro de 2014
Confesso que, depois de durante quase 8 anos
ter visto a Leya produzir lixo e ter visto as livrarias – a minha incluída - tão cheias de nada, me apazigua um pouco esta
migração que tem vindo a ocorrer de alguns bons autores para outras boas
editoras. Também me apazigua verificar que ultimamente, apesar de tudo, se tem
notado uma melhor escolha nas opções editoriais e que o mercado tem recebido
livros e autores com um pouco mais de qualidade. Mais me apazigua reconhecer que ao contrário
do que muitos profetizavam e do que eu temia, as pequenas editoras não só
conseguiram sobreviver como se impuseram como alternativa aos blockbusters
editoriais. A Tinta da China, a Relógio D’Água e sim, a Quetzal – apesar do
Francisco José Viegas que merecia todo um post menos abonatório - são, de
todas, alguns dos melhores exemplos. Alguns dos melhores livros que li na
última década chegaram-me pelas suas chancelas.
Claro que não quero que a Leya colapse, até
porque isso significaria a ruína das editoras que fazem parte do grupo mas já
ficava contente se a Leya voltasse a funcionar como um grupo editorial e
cumprisse aí os requesitos mínimos e, por exemplo, ao invés de deixar esgotar
os livros do Plano Nacional de Leitura antecipasse as necessidades do mercado.
É que as escolas nem por isso alteram muitos os programas de ano para ano... o
que significa que não há outra ciência a pôr em prática para além da de se
estar preparado...
Com a Leya a resvalar, a Porto Editora está a transformar-se no
grande elefante editorial português e tem vindo a assimilar de forma cada vez
menos discreta os bons autores. Não me admirava se Saramago fosse o próximo. Claro que existe sempre o risco de a montanha
parir um rato mas a verdade é que quando olhamos para este grupo vemos também
uma família que sempre se dedicou aos livros e que os conhece como ninguém e
que, sobretudo – sobretudo – os respeita;
por isso, aquilo que podemos esperar é
que estejam e fiquem em boas mãos.
Como livreira e como leitora o que quero é
que exista uma convivência salutar entre grandes e pequenas editoras. Há espaço
para todos e para tudo, até para a má literatura que, nem por isso, deve ser
excomungada. Mas acima de tudo, confesso, tenho saudades dos tempos em que
abrir uma caixa de livros depreendia sempre que alguém dissesse “uau!”.








