Bom S. João para quem for de S. João
23 de junho de 2014
Por
aqui já fizemos subir os nossos balões, já rebentámos os nossos foguetes e já apanhámos grande tonha.
Roller Coaster
14 de junho de 2014
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| Canidelo |
Fomos à praia pela primeira vez em dois anos e acertámos em cheio no dia. Estava um belo nevoeiro. Tão belo que quase não se via a água. Ainda assim o passeio deu para recuperar energias. Mais do que isso. Foi bom.
Enquanto
isso, o meu pai, que tinha ido a Coimbra por causa de uma dificuldade
respiratória deu-se conta – suponho eu – de que as horas do
jantar se aproximavam e não esteve com meias medidas: abandonou o
Hospital antes do resultado dos exames, meteu-se no comboio de
regresso ao burgo e foi jantar, como sempre, ao Centro de Dia. De
notar que, para lá, tinha ido de ambulância por cuidado do Centro de Saúde.
Isto
deve ser idêntico a ter filhos adolescentes rebeldes... que fazem a
última coisa que se espera em situações com que não se contava...
Caderneta de Cromos [1 e 2]
11 de junho de 2014
O que se responde a uma cliente que nos pergunta se temos livros da Lónel Plánétte?
Ou ao cliente que perguntou a uma das minhas colegas se os nossos livros estão organizados por ordem alfabética de letras?
Deusas da floresta
31 de maio de 2014
O
que não vale fazer anos para ganhar a Hera por que andava a
choramingar há meses! Mas antes recebi um vaso com coentros. Só
naquela...
Norte em contraluz
29 de maio de 2014
E
para não tecer outras considerações sobre o facto de o meu irmão
estar em França, deixo isto. Falta-lhe meia dúzia de asneiras mas
essas digo-as eu entredentes. É por pouco tempo, é certo, mas o princípio é o mesmo.
Todas as famílias são psicóticas
O
título do post é de um livro do Douglas Coupland que li há muitos
anos atrás mas de que me lembro amiúde. O livro começa com a
matriarca da família a acordar e a rever mentalmente a localização
de todos os seus filhos. Sabendo em que ponto do mapa se encontravam
e cuidando de que se encontravam bem podia iniciar normalmente o seu
dia.
Eu
sou um pouco assim. Na verdade sou um pouco pior porque prefiro que
as pessoas se mantenham no mesmo sítio. Seguras. De preferência
trancadas em casa. Ahahahaha! Just kidding... ou não...
O
meu irmão foi a França fazer um trabalho que o manterá
por lá, mais ou menos, até ao final do mês que vem. É
eletricista e a empresa onde trabalha foi lá fazer uma casa.
Esta
deslocação no espaço deixou-me um pouco desorientada porque hoje,
ao acordar, não fui capaz de o localizar com a rapidez do costume. E
tive daqueles sonhos recorrentes – que só tenho quando me sinto
inquieta - em que me encontro na eminência de não chegar a tempo ao
aeroporto para apanhar um avião. Hoje o sonho incluía-o a ele e
estávamos ambos atrasados. Toda uma apoquentação... desnecessária.
O rapaz tem 43 anos, sabe cuidar de si e estar em França é bom, é
uma aventura. Fico contente por ele, por isso.
Mas
sou meio galinha e gosto dos meus pintainhos por perto. Sei que só
vou sossegar quando ele regressar.
Em modo de férias
27 de maio de 2014
Respirar.
A resolução de ano novo era respirar. E tenho respirado. Fundo.
Profundamente. Tenho respirado e deixado os cães ladrar. Agora vamos
desligar um bocadinho, esquecer o mundo à volta e respirar a sério. Respirar
para ganhar balanço.
Para sossegar . . .
25 de maio de 2014
…
que
isto de juntar freguesias e alterar o local de voto não está com
nada.
Ou então, para a próxima, consulto o site da Comissão Nacional de
Eleições para não andar feita barata tonta de escola em escola...
... que é para aprender...
Conchita e os arianos
11 de maio de 2014
Nem
por isso estive interessada no Festival da Eurovisão mas como lá
fui parar depois de muito zapping acabei por ficar a ver as atuações
finais. Não fiquei muito surpreendida quando ganhou a Conchita mas
confesso que – gostos musicais e opções artísticas à parte –
fiquei satisfeita com o resultado; sobretudo porque, se servir de
amostra, representa uma Europa tolerante e inclusiva. Com Portugal
incluído.
Claro
que depois estraguei tudo e fui ler os comentários às notícias
que, entretanto, foram aparecendo no facebook. É óbvio que sabia ao
que ia mas, ainda assim, foi pior do que esperava. Não pelos
comentários parvos a tentarem ser engraçadinhos nem pelos
declamadores da Bíblia nem pelos defensores de um mundo a preto e
branco eternamente a chafurdar na lama da tradição e dos bons
costumes mas pelo preconceito dentro da comunidade LGBT. E é sempre
esse, mais do que qualquer outro, aquele que mais me choca.
Comentava
por lá certa cidadã que a personagem Conchita não dignificava a
comunidade e que era, na verdade, promotora de mais antagonismo. Que
não nos representava, que nem sequer representava a comunidade Trans
(que nem por isso representa porque é Drag) , porque não definia
perante o mundo – de uma forma que ele entendesse – aquilo que é:
o género com que se identifica, a etiqueta com que se cataloga, o
gueto para onde se empurra. Que, no fundo, interpretando livremente
as suas palavras, era, para nós, publicidade negativa.
E
isto faz-me imensa confusão. O preconceito entre os que são alvo de
preconceito é uma ideia que nega à partida toda e qualquer
formulação de um pensamento lógico e racional. Pelo menos, para
mim e sobretudo quando acho que a personagem Conchita extrapola a
questão da identidade sexual e de género e assenta, sobretudo, no
direito a ser. Na liberdade de ser.
A
Conchita permite muitas leituras e fá-lo intencionalmente. É uma
construção inteligente e absurdamente simples mas que, ainda assim,
parece não se entender. É uma caricatura mas está tudo lá, mesmo
na escolha do nome. É a interpretação de um mundo em que as
fronteiras se desvanecem e os horizontes se alargam; onde o que é
branco já não é apenas branco – é isso e outra coisa qualquer.
A Conchita é a Conchita é a Conchita... ou não. É aquilo que lhe
der na real gana. E ninguém tem nada a ver com isso.
Dizer
que a Conchita não tem lugar na comunidade é negar a própria
comunidade. A Conchita é uma declaração de princípios e não se
ser capaz de reconhecer a posição que toma e a mensagem que
transmite é ignorar, pura e simplesmente, toda a história da luta
pelos direitos Humanos e LGBT e não ser consciente do tanto que
custou e ainda custa a quem por eles dá a cara e a vida.
Se
reclamamos respeito e igualdade com que legitimidade nos outorgamos o
direito de apontar o dedo e dizer “tu és menos do que eu”. És
menos gay do que eu, és menos trans do que eu, és menos lésbica do
que eu. Menos butch, menos femme, menos macho. És menos puro.
Podemos
gostar ou não da interpretação da Conchita, podemos gostar ou não
da imagem que decidiu apresentar mas temos que lhe permitir
expressar-se. E temos que a apoiar nas suas escolhas, proteger-lhe a
retaguarda, dar-lhe um espaço onde ela possa existir abertamente sem
ser julgada na sua essência. Para mim a comunidade é isto. Existe
para isto. Para nos mantermos de pé como iguais e para nos erguermos
exuberantes nos ombros das nossas diferenças. A comunidade é cor e
ritmo mas é, sobretudo, aceitação e respeito. Se perdemos isso
então perdemos tudo.
Noites Turcas
3 de maio de 2014

É
provavelmente o sítio mais decadente da cidade mas nos encanta. Uma vez por ano, pelo menos... que o estômago não
aguenta mais.
De Espanha nem bons ventos . . .
Da cidade bonita . . .
2 de maio de 2014
... e os seus lugares mágicos.
O Porto tão vivo e nós com tão pouco t€mpo...
Sweet sin
16 de abril de 2014
Para pecar com amigos ou só
com a cara metade. Dos melhores pecados da vida.
Para os devidos efeitos a
culpa é do Peter Café da Ribeira do Porto. Quem os manda ter sempre coisas tão
boas?
You are what you are, allow yourself to be
15 de abril de 2014
Parece que estou a entrar
numa fase de “Here I am, fuck u all”, como se tivesse descoberto a cabra
secreta que existe em mim. Mas dessas pequeninas e fofinhas, teimosas, que
saltam para onde lhes dizem para não ir porque não conseguem ou vão cair. Pois que
caia. Cair também é voar.
My sweet mad man
Engordei três quilos - sou um Obelix em miniatura - mas o Srº Nascimento diz que estou
mais elegante do que nunca.
Também deve ver mal, coitado.
A liberdade de não se definir
14 de abril de 2014
Vejam isto que é muito
interessante mas não leiam os comentários do facebook se não quiserem ficar com
uma crise de fígado. As respostas positivas foram muito superiores às negativas
mas uma pessoa rapidamente perde as estribeiras e fica com vontade de correr
toda a gente à estalada. Ou pior... entalar-lhes os dedinhos na gaveta da cozinha...
chegar-lhes a torradeira...
O irritante aqui nem é tanto
o preconceito, a forma como as pessoas exibem voluntariamente a sua ignorância
e ainda acham graça à sua própria estupidez; o irritante foi haver tantas mulheres a
comentarem de forma absurda e a fazerem a pergunta idiota “mas o que é que isto tem
a ver com o 25 de Abril?” Não é de lhes deixar cair um martelo no dedo grande
do pé?
Antenas de fora
8 de abril de 2014
Foram umas semanas um pouco intensas. As minhas férias.
As minhas férias das férias com visitas de Barcelona e passeios a Guimarães. Os
42 anos da Isabel. O esquentador novamente avariado e banhos à gato. Trabalho a
rebentar pelas costuras e uma semana sem ela – que a foi passar com a família a
Castelo Branco.
Hoje está sol, lavo a roupa – que acho que se reproduziu
no cesto - e espero que a Rodoviária Nacional a traga de regresso a casa.
Canis rabidus
28 de março de 2014
As discussões sobre o Acordo Ortográfico aborrecem-me,
sobretudo porque acho que não vem mal ao mundo - nem à minha identidade - por
se implementar. Não tento impor a minha opinião e até considero válidos os
argumentos de quem se opõe. Toda a gente tem razão e ninguém a tem.
Working girl
25 de março de 2014
Não me custa regressar ao trabalho - gosto do trabalho - mas custa-me ter
de voltar a incluir-me no seio de uma rotina que me suga a energia por não ser
fluída e estar, mais vezes do que não, emperrada na falta de uma direcção
conjunta e empenho real no sucesso colectivo.
Só de pensar nisso fico já de
trombas.
De cavalo para burro no código genético
24 de março de 2014
“Seguindo o modelo Francês, os códigos penais que
vigoraram em Portugal no séc. XIX
descriminalizaram as práticas homossexuais, quer de homens quer de mulheres.
Apenas havia punição quando as mesmas envolviam “ultrage publico ao pudor”,
entrando nos crimes contra a honestidade. [...]
Paradoxalmente, a 20 de Junho de 1912, a recém-proclamada
República – tão inovadora e progressiva em determinados domínios – introduziu uma
medida legislativa que dizia o seguinte: “Será condenado em prisão correccional
dum mês a um ano: 1ª – Aquele que se entregue à prática de vícios contra a
natureza.“ A primeira reincidência era punida com prisão de seis meses a dois
anos e a segunda levava à equiparação ao crime de vadiagem”
In "Filhas de Safo" de Paulo Drummond Braga
Regressos
21 de março de 2014
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| "Canteiro" na Rua das Flores |
Ontem, depois de muitos
meses de reclusão, saímos para passear e fomos até à Ribeira. Fartei-me de
resmungar por causa dos barcos da Douro Azul que, pura e simplesmente, tapam a
vista do rio – para que raio precisa o Douro de tantos barcos e porque raio têm
de estar todos no cais da Ribeira?!?!? – mas, apesar desse pequeno contratempo,
foi bom ter visto que o Porto continua a mexer e a transformar-se, pouco a pouco,
numa cidade mais colorida e people friendly. As obras na Rua das Flores vão
deixar o espaço absolutamente fantástico.
Subtexto
18 de março de 2014
Depois de muito ter lido sobre o Frozen,
tanto opiniões que o defendem como o filme mais gay da Disney como aquelas que
o acusam de tentar "homossexualizar" as crianças, ontem vi o filme. E... ok... é
muito giro, sim... mas nem por isso assim tão ''gay evident'' ou potencialmente
diabólico. É, isso sim, à semelhança de Brave, um dos filmes mais feministas da
Disney.
Se alguma coisa transpira das suas
entrelinhas é que as Princesas da Disney se estão a libertar das amarras de uma
sociedade patriarcal e já não precisam do ''happy ever after'' ao lado do
Príncipe Encantado. Deixaram de ser frágeis e valem por elas mesmas. O
filme transmite uma mensagem que é universal daí que cada um veja o que quer e
que melhor lhe encaixa; é um filme que, mais do que ter um subtexto, permite
muitas leituras... e todas são válidas. Menos a diabólica, claro...
Mais do que o coming out da Rainha de
Gelo como personagem gay o filme acompanha o coming out da Rainha como mulher.
Como uma mulher que descobre que não tem porque seguir as regras estipuladas -
e que a encarceram entre os limites da moral e dos bons costumes - quando pode
ditar as suas próprias leis e continuar, apesar disso, a ser amada e
respeitada. A Disney hasteia com esta personagem e com este filme a bandeira da
emancipação feminina e ao não se fazer esta leitura - tão expressa a olho nu -
então o essencial ficou por entender.
O problema com o subtexto é que, grosso modo, não existe; uma Rainha só não é sinónimo de uma Rainha gay, não é isso que uma menina vai entender quando vir o filme e em abono da verdade essa leitura é um pouco redutora. O que as crianças vão entender e é esta a mensagem que importa transmitir e perceber, é que não devem temer o que as torna diferentes e que devem ter orgulho em serem como são. Que nem sempre têm de se moldar ao que está imposto e que têm o direito de expressarem todo o seu potencial. Porque só o fazendo poderão encontrar o seu lugar no mundo.
O problema com o subtexto é que, grosso modo, não existe; uma Rainha só não é sinónimo de uma Rainha gay, não é isso que uma menina vai entender quando vir o filme e em abono da verdade essa leitura é um pouco redutora. O que as crianças vão entender e é esta a mensagem que importa transmitir e perceber, é que não devem temer o que as torna diferentes e que devem ter orgulho em serem como são. Que nem sempre têm de se moldar ao que está imposto e que têm o direito de expressarem todo o seu potencial. Porque só o fazendo poderão encontrar o seu lugar no mundo.
Em última instância, Frozen é - também -
um filme contra o bullying. Mas é, sobretudo, um filme sobre o ''woman power''.
A Disney reconhece que uma mulher pode ser Rainha sozinha sem que, para isso,
tenha de ser má ou tenha de manifestar o seu poder com base nos modelos masculinos.
Quanto a mim, mereceu o Oscar.
Quanto a mim, mereceu o Oscar.
Go the distance
16 de março de 2014
De férias e amanhã de regresso a “casa” e aos meus
homens. A viagem sempre pontuada por uma tensão que só me liberta quando chego...
... a tua falta ainda não me habituada.
Louis Vuitton
15 de março de 2014
Não gastava o meu dinheiro numa mas a inclusão é de muito
bom gosto.
Orgulhosamente sós
Salazar estaria muito orgulhoso do seu séquito, principalmente daqueles
que viraram o bico ao prego. Quando todo o mundo – pelo menos o ocidental –
pula e avança cá vamos ficando nós para trás, ofuscados pela nossa própria
ignorância. Se isto é uma democracia...
Spring is coming?
O que se faz no primeiro dia em que o sol realmente aquece e
em que, depois de meses a fio, não cai nesta cidade uma única gota de chuva?
Abrem-se as janelas todas e limpa-se a casa como deve ser. Por momentos tive
medo de que o cotão ganha-se vida...
Fui roubar o Ólafur à vizinhança, que é sempre de muito bom gosto. :)
Vizinhos
21 de fevereiro de 2014
O bom
de se viver numa espécie de aldeia dentro da cidade é que posso pedir ao Srº Fernando, o merceeiro, que diga à Isabel – caso ela entre - que já comprei pão.
Ladies Night | Concussion
Este era outro filme de que estavamos à espera e que agora
está disponível para adquir por meios menos legais mas sem dúvida democráticos.
Power to the people!!
Flores raras almejando a lua
20 de fevereiro de 2014
Acabámos de ver e adorámos.
Como filme, apesar de omitir algumas partes que teria sido interessante
observar, é perfeito. Uma fotografia bela, interpretações incríveis e cenários
maravilhosos.
É uma ode ao amor. Ao amor
expresso em toda a paleta de cores. Ao amor que salva e que, lamentavelmente,
também destrói.














