This is how we walk on the moon
O
que eu gostava mesmo mesmo mesmo de saber é como raio, de repente,
estamos a dois meses do Natal. Alguém me explica onde o rais ma
parta foi o resto do ano? Mas isto agora é assim? A correr?
Havemos de ir a Viana. . .
13 de outubro de 2014
…
e
a Caminha. E fomos. Against all odds o fim de semana foi sem chuva o
que nos permitiu aproveitar bem dos prazeres do Minho. Mar, rio e
montanha aliaram-se à simpatia das gentes para nos aquecer o
coração... e o estômago. O único senão foram as noites ruidosas
da rua onde ficava o nosso Hostel mas, ainda assim, o cansaço por
tanta caminhada foi o suficiente para nos tornar um pouco imunes a
ele. De resto, recomenda-se. E voltaremos.

Excalibur
9 de outubro de 2014
Ó
pá... mas esta tudo maluco? Está tudo doido? Tenho imensa pena de
que tenham abatido o cão e questiono-me se não haveria outra coisa
que pudesse ter sido feita – pôr o cão de quarentena, fazer-lhe
exames... whatever – mas se as autoridades competentes, que têm um
outro nível de conhecimento sobre o que se está a passar, decidem
que o melhor é abater o cão então abate-se o cão. Temos muita
pena mas, em caso de dúvida e havendo tantas dúvidas sobre como se
processa o contágio entre pessoas e animais e vice-versa, corre-se o
menor risco possível e abate-se o cão. Custa? Dói? Custa e dói
mas a saúde pública é uma coisa com que não se pode brincar.
Espanha aprendeu isso da pior maneira possível.
Mas
não é isto que me chateia.
Entendo
a emoção que este caso provoca e entendo que os defensores dos
animais se tenham insurgido. É natural. É mais natural ainda que
entre os que se resignam com o abate e os que estão contra não
exista consenso. O que me chateia é este alvoroço todo em torno do
abate do cão quando a questão mais pertinente passa completamente
ao lado dos que se digladiam nas redes sociais. Há pessoas a morrer.
Repito. Há pessoas a morrer. Em África. Morreram já milhares de
pessoas e ninguém - ninguém - dos que se indignam com o abate do
animal, acrescentou uma frase aos seus comentários para dizer: “e
é preciso mandar ajuda urgente e eficaz para África. É preciso ir
ajudar aquela gente. Se o cão morreu em vão, então que se evitem
outras mortes...” Ninguém.
Isto
chateia-me. Solenemente.
Não
é que as vidas tenham um valor diferente, toda a vida tem valor e
deve ser preservada, mas fico muito preocupada quando a morte
de um animal mobiliza e incendeia a consciência das pessoas enquanto
a morte de mais de três mil seres humanos lhes é manifestamente
indiferente. Parte disto explica-se com a questão da proximidade, o
cão estava aqui ao lado... mas o mundo, hoje, é todo aqui ao lado
pelo que não há muito por onde justificar isto. O que há é uma atroz
falta de bom senso.
Vistas sobre Lisboa
6 de outubro de 2014
Fomos
ver hoje e é tão bom assistir a cinema português que não tem
outra pretensão para além da de contar uma boa história. A Maria do
Céu Guerra está absolutamente fantástica. Recomenda-se. Muito.
The perfect family
5 de outubro de 2014
Tínhamos
este filme em lista de espera há bastante tempo e hoje decidimos
vê-lo. Primeiro dia de férias e tal e a coisa proporcionou-se. Não
é uma obra prima mas é interessante, pertinente e divertido quanto
baste. É, sobretudo, verosímil e tem uma ou outra coisa com a qual
nos identificamos porque, a seu modo, também nós passámos e/ou
passamos por isto no seio da nossa própria família.
Transparent
27 de setembro de 2014
O mundo cheio de coisas bonitas para descobrir, para entender. É só deixa-lo interpelar-nos.
Os dias em rapsódia
11 de setembro de 2014
Entre visitas de amigos e passeios pela cidade comemorámos 7 anos de vida em conjunto. Do alto desta pequena montanha olhamos como o sol toca o que antes era escuro.
O que faz falta é animar a malta
24 de agosto de 2014
Tenho
andado de poucas palavras. Engolida pela campanha de regresso às
aulas a sensação que este ano me sobra é a de que “been there, done
that”. A oeste nada de novo. Vira o disco e toca o mesmo.
Para
quebrar um pouco a rotina temos passeado pela cidade. O Porto
fervilha, há que ver tudo, experimentar, fazer parte. Sabe tão bem.
Falta de entendimento
28 de julho de 2014
Eu
digo-lhe que nos faz falta uma coisas destas em casa mas ela não
acredita. Cá para mim ficava muito bem ao lado da televisão.
Taking a breath
15 de julho de 2014
Atendi
a primeira louca. A época de caça do Regresso às Aulas está
oficialmente aberta.
Os dias felizes
13 de julho de 2014
“Passear
contigo, amar e ser feliz...”.
Assim, como diz a canção. E
apaixonar-mo-nos again e again por esta cidade.
How to be a girl
2 de julho de 2014
Lembro-me
sempre daquela cliente que disse ao filho – um miúdo de três ou
quatro anos – que não podia levar o livro de fadas com
autocolantes porque não eram coisas de que os meninos gostassem.
Perguntei-lhe
“E porque não?” Naquele caso em particular até nem eram
as fadas que interessavam ao miúdo mas sim as cores vivas do livro;
mas e se fossem as fadas que ele queria, porque não? É que isto do
“Ah, eu até nem tenho nada contra...”, é muito
bonito... desde que sejam os filhos dos outros.
É
claro que esta tentativa de normalização é instintiva - é esta a
forma como nos procuramos integrar na sociedade – mas é preciso
ter cuidado com o que se diz, mesmo que seja sem intenção. Pensar
“out of the box” dá muito trabalho e, às vezes, exige esquecermos tudo o que aprendemos.
Bom S. João para quem for de S. João
23 de junho de 2014
Por
aqui já fizemos subir os nossos balões, já rebentámos os nossos foguetes e já apanhámos grande tonha.
Roller Coaster
14 de junho de 2014
![]() |
| Canidelo |
Fomos à praia pela primeira vez em dois anos e acertámos em cheio no dia. Estava um belo nevoeiro. Tão belo que quase não se via a água. Ainda assim o passeio deu para recuperar energias. Mais do que isso. Foi bom.
Enquanto
isso, o meu pai, que tinha ido a Coimbra por causa de uma dificuldade
respiratória deu-se conta – suponho eu – de que as horas do
jantar se aproximavam e não esteve com meias medidas: abandonou o
Hospital antes do resultado dos exames, meteu-se no comboio de
regresso ao burgo e foi jantar, como sempre, ao Centro de Dia. De
notar que, para lá, tinha ido de ambulância por cuidado do Centro de Saúde.
Isto
deve ser idêntico a ter filhos adolescentes rebeldes... que fazem a
última coisa que se espera em situações com que não se contava...
Caderneta de Cromos [1 e 2]
11 de junho de 2014
O que se responde a uma cliente que nos pergunta se temos livros da Lónel Plánétte?
Ou ao cliente que perguntou a uma das minhas colegas se os nossos livros estão organizados por ordem alfabética de letras?
Deusas da floresta
31 de maio de 2014
O
que não vale fazer anos para ganhar a Hera por que andava a
choramingar há meses! Mas antes recebi um vaso com coentros. Só
naquela...
Norte em contraluz
29 de maio de 2014
E
para não tecer outras considerações sobre o facto de o meu irmão
estar em França, deixo isto. Falta-lhe meia dúzia de asneiras mas
essas digo-as eu entredentes. É por pouco tempo, é certo, mas o princípio é o mesmo.
Todas as famílias são psicóticas
O
título do post é de um livro do Douglas Coupland que li há muitos
anos atrás mas de que me lembro amiúde. O livro começa com a
matriarca da família a acordar e a rever mentalmente a localização
de todos os seus filhos. Sabendo em que ponto do mapa se encontravam
e cuidando de que se encontravam bem podia iniciar normalmente o seu
dia.
Eu
sou um pouco assim. Na verdade sou um pouco pior porque prefiro que
as pessoas se mantenham no mesmo sítio. Seguras. De preferência
trancadas em casa. Ahahahaha! Just kidding... ou não...
O
meu irmão foi a França fazer um trabalho que o manterá
por lá, mais ou menos, até ao final do mês que vem. É
eletricista e a empresa onde trabalha foi lá fazer uma casa.
Esta
deslocação no espaço deixou-me um pouco desorientada porque hoje,
ao acordar, não fui capaz de o localizar com a rapidez do costume. E
tive daqueles sonhos recorrentes – que só tenho quando me sinto
inquieta - em que me encontro na eminência de não chegar a tempo ao
aeroporto para apanhar um avião. Hoje o sonho incluía-o a ele e
estávamos ambos atrasados. Toda uma apoquentação... desnecessária.
O rapaz tem 43 anos, sabe cuidar de si e estar em França é bom, é
uma aventura. Fico contente por ele, por isso.
Mas
sou meio galinha e gosto dos meus pintainhos por perto. Sei que só
vou sossegar quando ele regressar.
Em modo de férias
27 de maio de 2014
Respirar.
A resolução de ano novo era respirar. E tenho respirado. Fundo.
Profundamente. Tenho respirado e deixado os cães ladrar. Agora vamos
desligar um bocadinho, esquecer o mundo à volta e respirar a sério. Respirar
para ganhar balanço.
Para sossegar . . .
25 de maio de 2014
…
que
isto de juntar freguesias e alterar o local de voto não está com
nada.
Ou então, para a próxima, consulto o site da Comissão Nacional de
Eleições para não andar feita barata tonta de escola em escola...
... que é para aprender...
Conchita e os arianos
11 de maio de 2014
Nem
por isso estive interessada no Festival da Eurovisão mas como lá
fui parar depois de muito zapping acabei por ficar a ver as atuações
finais. Não fiquei muito surpreendida quando ganhou a Conchita mas
confesso que – gostos musicais e opções artísticas à parte –
fiquei satisfeita com o resultado; sobretudo porque, se servir de
amostra, representa uma Europa tolerante e inclusiva. Com Portugal
incluído.
Claro
que depois estraguei tudo e fui ler os comentários às notícias
que, entretanto, foram aparecendo no facebook. É óbvio que sabia ao
que ia mas, ainda assim, foi pior do que esperava. Não pelos
comentários parvos a tentarem ser engraçadinhos nem pelos
declamadores da Bíblia nem pelos defensores de um mundo a preto e
branco eternamente a chafurdar na lama da tradição e dos bons
costumes mas pelo preconceito dentro da comunidade LGBT. E é sempre
esse, mais do que qualquer outro, aquele que mais me choca.
Comentava
por lá certa cidadã que a personagem Conchita não dignificava a
comunidade e que era, na verdade, promotora de mais antagonismo. Que
não nos representava, que nem sequer representava a comunidade Trans
(que nem por isso representa porque é Drag) , porque não definia
perante o mundo – de uma forma que ele entendesse – aquilo que é:
o género com que se identifica, a etiqueta com que se cataloga, o
gueto para onde se empurra. Que, no fundo, interpretando livremente
as suas palavras, era, para nós, publicidade negativa.
E
isto faz-me imensa confusão. O preconceito entre os que são alvo de
preconceito é uma ideia que nega à partida toda e qualquer
formulação de um pensamento lógico e racional. Pelo menos, para
mim e sobretudo quando acho que a personagem Conchita extrapola a
questão da identidade sexual e de género e assenta, sobretudo, no
direito a ser. Na liberdade de ser.
A
Conchita permite muitas leituras e fá-lo intencionalmente. É uma
construção inteligente e absurdamente simples mas que, ainda assim,
parece não se entender. É uma caricatura mas está tudo lá, mesmo
na escolha do nome. É a interpretação de um mundo em que as
fronteiras se desvanecem e os horizontes se alargam; onde o que é
branco já não é apenas branco – é isso e outra coisa qualquer.
A Conchita é a Conchita é a Conchita... ou não. É aquilo que lhe
der na real gana. E ninguém tem nada a ver com isso.
Dizer
que a Conchita não tem lugar na comunidade é negar a própria
comunidade. A Conchita é uma declaração de princípios e não se
ser capaz de reconhecer a posição que toma e a mensagem que
transmite é ignorar, pura e simplesmente, toda a história da luta
pelos direitos Humanos e LGBT e não ser consciente do tanto que
custou e ainda custa a quem por eles dá a cara e a vida.
Se
reclamamos respeito e igualdade com que legitimidade nos outorgamos o
direito de apontar o dedo e dizer “tu és menos do que eu”. És
menos gay do que eu, és menos trans do que eu, és menos lésbica do
que eu. Menos butch, menos femme, menos macho. És menos puro.
Podemos
gostar ou não da interpretação da Conchita, podemos gostar ou não
da imagem que decidiu apresentar mas temos que lhe permitir
expressar-se. E temos que a apoiar nas suas escolhas, proteger-lhe a
retaguarda, dar-lhe um espaço onde ela possa existir abertamente sem
ser julgada na sua essência. Para mim a comunidade é isto. Existe
para isto. Para nos mantermos de pé como iguais e para nos erguermos
exuberantes nos ombros das nossas diferenças. A comunidade é cor e
ritmo mas é, sobretudo, aceitação e respeito. Se perdemos isso
então perdemos tudo.
Noites Turcas
3 de maio de 2014

É
provavelmente o sítio mais decadente da cidade mas nos encanta. Uma vez por ano, pelo menos... que o estômago não
aguenta mais.
De Espanha nem bons ventos . . .
Da cidade bonita . . .
2 de maio de 2014
... e os seus lugares mágicos.
O Porto tão vivo e nós com tão pouco t€mpo...























