Alteração de morada

3 de junho de 2016

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Então... decidi mudar de ares. Ao fim de muitos anos de resistência lá me convenci a criar um blog no sapo. Na verdade... foi um layout clean que me conquistou... I'm that weak, I know... shame on me.

Visitem. As portas continuam abertas.



Desalinho

8 de maio de 2016

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Este ano tem sido um pouco estranho. Disruptivo. Estamos em Maio e não sei como, nem quando, cheguei cá. Se calhar é esta chuva toda que tem caído que, finalmente, começa a dar-me cabo dos nervos… não sei. Não gosto desta sensação de alheamento. Sinto-me dessincronizada. Às vezes é bom… outras vezes separa-nos da nossa própria pele.


Talvez esteja só a precisar de férias. 

Das coisas que não se entendem

5 de abril de 2016

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Alguém me sabe explicar porque raio é que o Portal das Finanças não tem um login como qualquer outro site normal? Ou melhor, tinha! Alguém foi pago a peso de ouro, com o dinheiro dos MEUS impostos, para ter esta brilhante estúpida ideia! 

Que raiva, pá! Só quero ver as mensagens e parece que estou a pedir autorização para invadir o site da NASA...

O amor é lindo

28 de março de 2016

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Fomos ver. Há uma parte fundamental da história que é contada às três pancadas mas, de resto... de resto... há anos que não me ria às gargalhadas, bem sonoras, numa sala de cinema.

Somos bons a fazer comédias, temos queda para a coisa. Façam mais,


O blog musical

18 de março de 2016

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Vá... there's a reason... antes do Natal, o meu computador finou-se com a atualização para o Windows 10. Acometeu-se de um ecrã azul do qual não recuperou. Assim. Pumba! Motherboard a vida. 

Fiquei sem perceber se tinha havido relação direta entre a instalação do novo Windows e o apocalipse do meu pc ou se tudo se deveu a uma coincidência e o bicho estaria já no estertor da morte. 

Morreu. Faz-me falta. 

O computador da Isabel, no qual escrevo este post, para além de ser a tartaruga mor cá de casa decidiu, quase em simultâneo com a morte do meu, deixar de escrever as letras "b" e "n". 

Eu sou uma pessoa paciente, muito até, mas esta circunstancia técnica põe-me realmente a prova. Entre não postar mais nada que seja música e correr o risco de acabar aos pontapés ao demónio da coisa, tenho optado pelo meio silencio.

Mas estamos alive e vamos-vos lendo e em breve estaremos novamente melhor apetrechadas tecnologicamente. 

Agora... vamos lá sacar o teclado virtual e completar as letrinhas que faltam ao texto. 

Fuck my life... 

... ah! Também não faz acentos graves, nem com teclado virtual... so... imagine them. ;)

Pulling the strings

29 de janeiro de 2016

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Eu e o meu contrário em merecido sossego...

Isto nunca mais acaba. . .

22 de dezembro de 2015

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O ponto alto desta campanha de Natal - de que já estou farta até aos cojones - foi a senhora que me perguntou se tínhamos livros de "fixação cientifica". 

Do tipo... Isac Asimov para pregar na parede...?

Cliffs Edge

18 de novembro de 2015

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Take shelter

17 de novembro de 2015

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The voice missing

25 de setembro de 2015

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Parece que chove

15 de setembro de 2015

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Barely kicking but still alive

7 de setembro de 2015

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O verão, com a sua famigerada campanha de regresso às aulas, este ano temperada com constipações de caixão à cova e alguns passeios inesperados têm mantido o blog sossegadito. Temos-vos lido mas a energia, que o nariz a desentupir agora parece deixar regressar, apenas deixa vontade para um livrito e sonecas no sofá.


We'll be back que temos saudades.

Ordinary people

16 de julho de 2015

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É a relva, ó estúpido!

27 de junho de 2015

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Hoje estou meio quezilenta e apetece-me disparar em todas as direcções. Tudo porque – para além dos acontecimentos do dia -  estive também a ver a Alemanha a jogar contra a França no Mundial de Futebol Feminino e lembrei-me de ter lido que a FIFA decidiu, unilateralmente, testar piso sintético neste campeonato; não fazendo a mesma experiência – que espanto! – em nenhuma das grandes competições masculinas, actuais ou futuras. 

É claro que a questão, aqui, vai muito para além do piso do estádio. É discriminação de género pura e dura. É dizer a estas mulheres que o jogo delas é de segunda classe. É dizer-lhes que são inferiores. É mostrar-lhes que não merecem melhor. É negar-lhes poder.

E quando lhes negam poder não o fazem apenas apenas a vinte e uma jogadoras em campo, fazem-no a todas nós; sobretudo a quem precisa de bons exemplos para se auto-determinar.

A beleza do futebol feminino, ou de qualquer outro desporto em que as mulheres participem, ultrapassa o mero espectáculo e a mera curiosidade. Hoje, enquanto via o jogo e me divertia com ele, enquanto reconhecia a grande qualidade do mesmo e resmungava entre dentes “tomara muito gajo”; quis pensar que, em qualquer canto deste mundo estranho e tão injusto, uma menina assistiu ao mesmo jogo – ou ouviu falar dele - e percebeu que também ela pode chegar ali: aos quartos de final de um campeonato do mundo. Ou à sala de aulas de uma universidade. Ou a um trabalho que lhe permita ser independente. Percebeu que não deve existir nada a impedi-la de tentar e que se houver, tem o direito de ultrapassar todo e qualquer obstáculo que se interponha no seu caminho.

Assistir a um jogo em que mulheres desafiam os seus limites e são reconhecidas pelo seu valor, em que se mostram ao mundo com toda a sua plenitude e força, com orgulho e determinação, pode ser uma epifania. Pode ser o motor que leva a uma mudança radical de paradigma, mesmo que essa mudança comece por ser, apenas, interna. Às vezes é o que basta. Na verdade é por aí que tudo começa.

Quando a Fifa – e não só – se lembra de fazer coisas destas está a retirar direitos e a descartar-se dos seus deveres. Está a revelar que o preconceito contra as mulheres está ainda muito enraizado na nossa sociedade e que não é “atributo” exclusivo dos menos educados mas também, o que é mais perigoso, de quem deveria saber mais e melhor. Está a revelar que as instituições não oferecerem segurança nem estão preocupadas com isso. 


Se homens e mulheres jogam o mesmo jogo, as condições têm de ser exactamente as mesmas. Ponto final! Quem tem o poder nas mãos, deveria pensar muito bem nas consequências da sua aplicação e nas mensagens que passa. É que, às vezes, por elas não serem evidentes, ferem mais. Porque não era suposto ser assim. Porque era suposto já não ser assim.

Supreme

26 de junho de 2015

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Foi e continua a ser um dia bastante negro. A estupidez humana... este ensaio para a guerra enfurece-me e assusta-me. Não sei nem que mundo nem que Europa se está a desenhar mas, so far, não gosto nada, mesmo nada, do que vejo. Em todos os aspectos. Ao menos tempo não consigo deixar de sentir que estamos todos a ser manipulados e que os interesses que se movem nos bastidores destes actos terroristas são ainda mais macabros do que os atentados em si... mas isto são conversas com muito pano para mangas e sem muita possibilidade de conclusão lógica. Confesso que temo chegar a uma conclusão.

Não tivesse sido um dia tão negro e estaria absolutamente extasiada com o que aconteceu hoje nos Estados Unidos. Foi um small step para a humanidade mas, ainda assim, um passo possante. É um previlégio estar viva para assistir a isto. 

Patti Smith

5 de junho de 2015

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Ontem vimos a Patti Smith no Primavera Sound.
Há coisas que sabemos, imediatamente, que nunca iremos esquecer. 

Irlanda!

23 de maio de 2015

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Podemos discutir até que ponto é legitimo que uma maioria decida sobre os direitos de uma minoria - apesar de tudo, o referendo da Irlanda deixa essa questão no ar - mas, hoje, felizmente, podemos também fazer o elogio dessa maioria.

Hoje podemos, sobretudo, celebrar, com ovação em pé, a capacidade que a população da Irlanda teve para, no curto espaço de vinte anos, alterar a sua mentalidade. Para melhor. Em consciência. Com orgulho.


Sinto-me contente! Muito, mesmo. 

Em pulgas. . .

22 de maio de 2015

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para saber o resultado do referendo na Irlanda!


A ter uma overdose disto

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So good!

Qual "50 sombras", qual quê?

19 de maio de 2015

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A páginas tantas, depois de tanto desconcerto... comovemo-nos. O que nos desconcerta ainda mais... porque o que parecia ser, afinal, não é. 

Next best thing

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Bom... não querendo diminuir os acontecimentos de ontem em Lisboa e em Guimarães, o puto da Figueira da Foz pode continuar a ser batido porque Portugal já não está a ver...


Vejamos o que nos mobiliza durante a semana que vem.

Honras de Estado

14 de maio de 2015

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O Primeiro Ministro do Luxemburgo casa-se amanhã com o companheiro. Não creio que, para pena dos radicais extremistas da luta anti-gay, o Luxemburgo desapareça da face do planeta mas, a haver visitas oficiais à Rússia, a coisa é capaz de ser interessante... 

O que ela anda a cantarolar por estes dias

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Mas por isto vale a pena esperar

13 de maio de 2015

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.
Boas notícias para quem leu “O Preço do Sal”. Para mim, que vou a meio, também são. 

(Consta que a Internet anda aos saltos porque a Lady Blanchet respondeu que took a walk on the real wild side "many times" quando lhe perguntaram se este papel era a primeira incursão nas lides LGBT.)

So what?

Quem ainda não viu, não sei do que está à espera. . .

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Vontade de fazer as malas. . .

7 de maio de 2015

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Há um mês a viagem começava assim. Que saudades temos.
(Ver no vimeo para better quality.)

My heart belongs to Gerês

16 de abril de 2015

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Nem sei como vos conte porque há coisas que só se entendem realmente quando experienciadas. Não sei como vos falar do cheiro sem que vos leve pela mão até à parte galega do Gerês e vos guie por entre a urze ou me embrenhe convosco pela Mata da Albergaria e nos faça perder, sem medo, pelos seus bosques de carvalhos milenares.
Não sei como vos falar do silêncio. É um silêncio entrecortado pelo barulho dos pássaros e pela presença constante de cursos de água mas silêncio, ainda assim. Um “silêncio” que não fere nem invade mas que nos envolve e sossega.
Não sei como vos falar da aspereza poética das montanhas, nem dos caminhos íngremes e estradas de sonho que as percorrem e da vontade que nos assola de nunca mais as deixar. De como nos sentimos tão pequenos perante tal imponência mas tão orgulhosos por ela ser nossa.
Não sei como vos falar da doçura das gentes, dos seus rostos curtidos pelo sol, das suas mãos ásperas pelo cajado que orienta os animais, do seu olhar que esconde dor e cansaço mas que ainda consegue sorrir-nos.
Não sei como vos falar da pureza da água, dos seus tons de verde e azul e de como a sua persistência ao longo do tempo esculpiu na rocha piscinas naturais para onde, apesar do frio, nos apetece mergulhar só porque sensação mais bela não deve haver.
Não sei como vos falar da exuberância do verde das árvores e da vegetação nem da força do azul das albufeiras nem de como paisagens lunares – de montanhas completamente despidas – davam lugar, na curva a seguir, a bosques de contos de fadas.
Não sei como vos falar desta coisa por dentro que, de repente, esquece a cidade e a sua impessoalidade e encontra sentido. Que, com maravilha, sente que está no momento em que deve estar, absorvendo a vida, e não nesse constante trânsito entre estados de alma.

E não consigo falar-vos da tristeza que nos toma na partida porque ainda a sinto. É agridoce, delicada, porque carrega em si a promessa e a certeza do regresso. É que vimos muito mas muito ficou ainda por ver. É preciso uma vida inteira para absorver o Gerês por isso, não percam tempo. Ide. Mas cuidado, podeis não querer voltar.  

Já voltamos

4 de abril de 2015

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Foto: Universidade do Minho


























Vamos só ali espreitar o Gerês. 

O fim dos beijos censurados

23 de março de 2015

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No Brasil andam a espumar-se de raiva e ódio por causa disto. Que bom! Que se espumem de raiva e ódio e que se esgasguem com a sua própria estupidez. Pode ser que, por fim, vejam a luz que os resgate à sua voluntária e negra ignorância.

E por cá também!


Uma novela é uma novela é uma novela mas, às vezes... dá um empurrãozinho.

Uma mulher educa-se #1

14 de março de 2015

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Foi sempre tudo tão difícil que só me apetece abanar, até os ossos tilintarem, as mulheres que tomam tudo como garantido e caminham pelo mundo com a "delicadeza" de um bronco, nada acrescentando à sua passagem.

É tarde e ocorrem-me pensamentos estranhos. . .

10 de março de 2015

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E se um dia o universo parasse de se expandir e, em vez de existir dentro dos limites da matéria, começasse a recuar de regresso ao principio, de tal forma que todo o tempo andava para trás e eu deixava de existir mesmo antes de terminar esta ideia?

Em guerra

9 de março de 2015

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Tenho uma espécie de sentimento contraditório em relação ao dia da mulher e em relação à luta pelos direitos das mulheres. Se por um lado julgo, obviamente, que são necessários e não se podem esquecer nem acreditar que assim já está bem; por outro, que raio!, estamos em pleno século XXI, era suposto já não ser preciso. Era suposto termos sido capazes de nos educar, assim como terem sido capazes de nos educar, em prol da igualdade e da consciência de que os direitos fundamentais são direitos fundamentais e não privilégio apenas de alguns.

E não, pensando melhor nem é bem um sentimento contraditório. É mesmo raiva! Raiva pela ineficácia das políticas e pela tão pouca vontade de mudar as coisas. Seja nas altas esferas seja em casa, no seio das famílias.

Sim, já percorremos um caminho muito grande e muito largo nestes 40 anos de democracia mas, ao mesmo tempo, parece que não. É desconcertante que haja necessidade de repetir constantemente os mesmos apelos e macabro que, ao fim de tanto tempo, de tantos anos, de tantos séculos, eles ainda não tenham sido realmente escutados e, sobretudo, aceites como válidos.

A esperança de que “água mole em pedra dura” surta o seu efeito não me conforta e desgasta-me porque na maior parte das vezes a sensação que sobra é a de que se fala contra uma imensa parede que, para além de estática é surda, muda e estúpida. 


Where's the sun?

22 de fevereiro de 2015

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Dos mistérios insondáveis das leis de Murphy um é incontornável: “sol radioso nos dias em que trabalhas para que os teus dias de folga sejam cinzentos, chuvosos e frios. Quanto mais resmungares mais frio fica.” 

Por isso, avança sobre o nevoeiro e passeia. Passeia. 

FEV01 FEV02 FEV03

Normal days @ the office

20 de fevereiro de 2015

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- Olhe, desculpe, dê-me uma informação que assim é mais rápido e não tenho de andar à procura. São tantos livros...

- Sim, claro, em que posso ajudar?

- Não terá assim um livro que fale sobre uma pessoa que está a aprender a tocar acordeão?

Um livreiro nestas ocasiões pestaneja muito – porque lhe apetece desatar num pranto e não fica bem expor-se ao mundo com tamanha demonstração de fraqueza emocional – e responde com o tom mais cordial que consegue arrancar das entranhas da sua miséria:

- Olhe, acredito que exista mas, infelizmente, nós não temos.

Numa nota mais cruel, porque o livreiro tem de morder a língua muitas vezes para não responder aquilo que lhe vai na alma, apetecia-me dizer-lhe:

- Olhe que pena não ter passado cá no início da semana!! Tinha-se encontrado com a cliente que nos perguntou se ainda tínhamos aquele livro com muitas imagens que se abria e parecia uma concertina.


Juro-vos que ambas as histórias me aconteceram esta semana. 

Império sem sentidos

17 de fevereiro de 2015

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Ó pá... as 50 Sombras são o que são e valem o que valem e desde que as pessoas estejam conscientes disso está tudo bem. Agora... do que raio estavam à espera num filme classificado para maiores de 16 anos? 

Que não havia sexo nem sangue nem nada, diz-me ela do outro lado do balcão, enquanto a filha – que certamente não devia ter mais do que dezasseis anos, dezassete no máximo – repetia “Spoiler! Spoiler! Spoiler!” incitando o meu cérebro a entrar, lentamente, em curto-circuito para evitar responder-lhes à letra. 


Valentinas

13 de fevereiro de 2015

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valentine 1 valentine2


O dia dos namorad@s não nos diz muito mas, de vez em quando, lá nos lembramos da data e lá nos propomos a fazer qualquer coisa. Como vou estar a trabalhar no dia em questão antecipámos a comemoração e fomos ontem ao Teatro. Já não íamos ver uma peça há muito tempo e logo percebemos a falta que nos fazia. E como é belo, sempre belo.

Fomos ver “Gata em Telhado de Zinco Quente” do Tennessee Williams pelos Artistas Unidos. Adorámos! A peça, ao contrário do filme, não foge ao seu desígnio e persegue afincadamente o tema da homossexualidade, encurralando as personagens até que, quase em grito, elas enfrentam a provocação e a suspeita e expressam amor enquanto se afogam na sua própria culpa. E na bebida. E no desespero. E no vazio. E na mentira. Num ciclo que não se quebra apenas porque, por breves momentos, houve um lampejo de honestidade.


Não é um texto com final feliz. É um texto com o final possível, vago e constrangedor. Talvez, por isso, mais verdadeiro do que qualquer outro desenlace. Assim... meio sem sal, como às vezes a vida.   

Não se aprende nada. . .

12 de fevereiro de 2015

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